quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Puro
Adoro aqueles momentos de verdade pura em que você me deseja, me beija, e nós dois temos a certeza de que nada pode ser mais forte.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A Canção
Não seria bom ter uma canção apenas sua?
Ela é sua, sobre você e mais ninguém. Ela não te lembra de nada. Ela te completa. Ela te expõe, te esconde, te protege.
Seria bom saber a minha melodia. As minhas notas, as minhas variações, os meus acordes.
Mas de nada tudo isso adiantaria, se não houvesse as suas mãos para tocar.
Ela é sua, sobre você e mais ninguém. Ela não te lembra de nada. Ela te completa. Ela te expõe, te esconde, te protege.
Seria bom saber a minha melodia. As minhas notas, as minhas variações, os meus acordes.
Mas de nada tudo isso adiantaria, se não houvesse as suas mãos para tocar.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Arquivos x Memórias
Não seria mais prático se fossemos como um HD?Arquivos podem ser deletados, e alguns até recuperados, à vontade."Não desejo mais isso em mim", ctrl+del, adeus. Foi, passou, superou, esqueceu. E o melhor: com espaço liberado para novos arquivos.
Mas não. O cérebro humano se dá ao luxo de não esquecer. Ou melhor, de não esquecer o que mais dói. Como se isso fosse conveniente. Como se eu quisesse me lembrar de detalhes, de brigas, de coisas faladas por falar... E sempre nunca estando prevenida ou esperando por isso. Por quê? Pra quê?É pra lembrar de não fazer de novo? Pra importunar? Pra não te deixar começar de novo?
Mas há uma faísca de otimismo que também não se apaga facilmente. Ao contrário do HD, meu cérebro armazena cada vez mais memórias e arquivos.
Meu espaço é infinito, minhas possibilidades não tem limites. Essas são limitadas apenas pela força do meu coração. E é ele que me faz entender que não posso apagar arquivos, porém, posso sempre melhorar meu ponto de vista em relação a eles para perceber que sou sempre mais forte do que imagino.
Que tudo que eu passei e sobrevivi não foi em vão; foi apenas do que eu precisava para saber do que sou capaz.
Mas não. O cérebro humano se dá ao luxo de não esquecer. Ou melhor, de não esquecer o que mais dói. Como se isso fosse conveniente. Como se eu quisesse me lembrar de detalhes, de brigas, de coisas faladas por falar... E sempre nunca estando prevenida ou esperando por isso. Por quê? Pra quê?É pra lembrar de não fazer de novo? Pra importunar? Pra não te deixar começar de novo?
Mas há uma faísca de otimismo que também não se apaga facilmente. Ao contrário do HD, meu cérebro armazena cada vez mais memórias e arquivos.
Meu espaço é infinito, minhas possibilidades não tem limites. Essas são limitadas apenas pela força do meu coração. E é ele que me faz entender que não posso apagar arquivos, porém, posso sempre melhorar meu ponto de vista em relação a eles para perceber que sou sempre mais forte do que imagino.
Que tudo que eu passei e sobrevivi não foi em vão; foi apenas do que eu precisava para saber do que sou capaz.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Cansaço sonhador
Às vezes fica difícil. Não dá vontade de fazer outra coisa.
A vontade é se entregar, deixar doer, deixar de lutar.
Mas aí me lembro que somos nós dois. Que você precisa de mim inteira para não desistir, e eu preciso de você inteiro para continuar.
E que nós estamos juntos pelos nossos sonhos e não podemos parar de sonhar.
A vontade é se entregar, deixar doer, deixar de lutar.
Mas aí me lembro que somos nós dois. Que você precisa de mim inteira para não desistir, e eu preciso de você inteiro para continuar.
E que nós estamos juntos pelos nossos sonhos e não podemos parar de sonhar.
domingo, 30 de outubro de 2011
Quero você inteiro e minha metade de volta...
Sempre precisei de um espaço meu, só meu. Um espaço para dividir com a minha própria companhia, numa bolha particular pra respirar meu próprio oxigênio.
Mas não tenho sentido essa necessidade da mesma maneira.
Ultimamente, só o que quero é estar contigo. Como se o meu espaço fosse o seu, como se nos fundíssemos e confundíssemos entre tanto beijo, tanto abraço, tanto carinho, tanto amor.
E não preciso tanto do meu espaço único para me firmar. Já me sinto firme e segura ao seu lado.
Não preciso tanto da minha própria companhia. Já convivo comigo mesma há 22 anos, e só agora fui te descobrir.
E, como se meu corpo tentasse compensar todo esse tempo em que eu não te conhecia, cada pedaço de mim grita: te quero sempre mais.
Mas não tenho sentido essa necessidade da mesma maneira.
Ultimamente, só o que quero é estar contigo. Como se o meu espaço fosse o seu, como se nos fundíssemos e confundíssemos entre tanto beijo, tanto abraço, tanto carinho, tanto amor.
E não preciso tanto do meu espaço único para me firmar. Já me sinto firme e segura ao seu lado.
Não preciso tanto da minha própria companhia. Já convivo comigo mesma há 22 anos, e só agora fui te descobrir.
E, como se meu corpo tentasse compensar todo esse tempo em que eu não te conhecia, cada pedaço de mim grita: te quero sempre mais.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Se Eu Fosse Eu Mesma
Normalmente faço o tipo que tem tudo sob controle.
Sou prática, falo, faço, mudo, desfaço.
Mas, no fundo no fundo, se eu fosse eu mesma, perderia o controle.
Perderia essa vontade de saber exatamente tudo que acontece a minha volta.
Perderia o desapego.
Perderia a força para me manter dona completa de mim mesma.
Perderia tanta praticidade e substituiria por palavras.
Perderia as palavras e substituiria por gestos cheios de amor.
Perderia o controle para ganhar perto de mim uma pessoa que não faz com que ser eu mesma seja um desafio, mas um prazer interminável.
Sou prática, falo, faço, mudo, desfaço.
Mas, no fundo no fundo, se eu fosse eu mesma, perderia o controle.
Perderia essa vontade de saber exatamente tudo que acontece a minha volta.
Perderia o desapego.
Perderia a força para me manter dona completa de mim mesma.
Perderia tanta praticidade e substituiria por palavras.
Perderia as palavras e substituiria por gestos cheios de amor.
Perderia o controle para ganhar perto de mim uma pessoa que não faz com que ser eu mesma seja um desafio, mas um prazer interminável.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Porém
Vamos falar honestamente aqui.
O mundo não pega leve com ninguém hoje em dia. Não tem desconto.
A gente corre, se cansa, trabalha duro, se machuca, se cansa mais um pouco e ainda assim não tem a garantia de que, por si só, tudo isso vai recompensar.
É tudo incerto, temporário, mutável. E a gente que se vire pra acompanhar essa insegurança e correria frenética que virou o dia-dia.
Porém, tem um "porém" muito grande no meio dessa maratona cotidiana.
É o porém das pessoas; numa crise de riso sem sentido, num sorriso sincero, numa cerveja de happy hour, num "obrigado" de coração ou em algumas poucas palavras trocadas no decorrer do dia. É o porém que me diz que, com recompensas e resultados ou não, já vale a pena sofrer, correr, viver.
Porque não é o destino que me fortalece, e sim as pessoas que me acompanham nessa jornada incrível de aprendizado sem fim chamada vida.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Entre o coração e a palavra
E com o que fica entre o coração e as palavras, o que acontece?
O que acontece com o que não dá pra se verbalizar? Não consigo expressar em palavras tudo que sinto.
Às vezes por causa do medo de soar... vazio, comum, qualquer palavra. Às vezes porque dói demais falar. É como se ouvir a própria voz falando tudo aquilo fizesse com que os sentimentos se intensificassem.
E se intensificam sim.
É o poder de admitir, de colocar em palavras, de expor para o mundo. Expor-se para o mundo; despir-se de medos e inseguranças que quase nunca se justificam.
É aceitar-se, aceitar seu momento, sua atitude, seu sentimento, sua força e as suas imperfeições... tudo numa coisa só.
Tudo numa frase só: que saudades.
O que acontece com o que não dá pra se verbalizar? Não consigo expressar em palavras tudo que sinto.
Às vezes por causa do medo de soar... vazio, comum, qualquer palavra. Às vezes porque dói demais falar. É como se ouvir a própria voz falando tudo aquilo fizesse com que os sentimentos se intensificassem.
E se intensificam sim.
É o poder de admitir, de colocar em palavras, de expor para o mundo. Expor-se para o mundo; despir-se de medos e inseguranças que quase nunca se justificam.
É aceitar-se, aceitar seu momento, sua atitude, seu sentimento, sua força e as suas imperfeições... tudo numa coisa só.
Tudo numa frase só: que saudades.
domingo, 18 de setembro de 2011
A Espera
Não vou me mover.
Estarei aqui, pelo tempo que for necessário.
Espero, aguardo, anseio.
Até você voltar.
Me lembro do cheiro, do gosto, do beijo.
E respiro fundo.
Esperando por ti.
Até que a espera, o aguardo, a ansiedade se justifiquem.
Ou se mostrem totalmente inúteis.
Até que o cheiro, o gosto, o beijo
Não sejam lembrança.
Sejam você, numa noite em claro.
Sorrindo pra mim.
Estarei aqui, pelo tempo que for necessário.
Espero, aguardo, anseio.
Até você voltar.
Me lembro do cheiro, do gosto, do beijo.
E respiro fundo.
Esperando por ti.
Até que a espera, o aguardo, a ansiedade se justifiquem.
Ou se mostrem totalmente inúteis.
Até que o cheiro, o gosto, o beijo
Não sejam lembrança.
Sejam você, numa noite em claro.
Sorrindo pra mim.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Inteiro
Não quero uma meia pessoa, meio amor, meia vida, meia dor.
Quero mergulhar de cabeça aonde a vida me levar.
Que ame, alegre, sofra, desame.
Mas, por favor, seja real.
Não quero a perfeição.
Quero a tua verdadeira intenção.
Quero abraçar os teus segredos, teus defeitos, teus medos.
Quero entender as tuas manias, tuas alegrias, todas as tuas vidas.
Mas seja real.
Seja inteiro.
Seja meu.
Quero mergulhar de cabeça aonde a vida me levar.
Que ame, alegre, sofra, desame.
Mas, por favor, seja real.
Não quero a perfeição.
Quero a tua verdadeira intenção.
Quero abraçar os teus segredos, teus defeitos, teus medos.
Quero entender as tuas manias, tuas alegrias, todas as tuas vidas.
Mas seja real.
Seja inteiro.
Seja meu.
domingo, 11 de setembro de 2011
Conversa Apaixonada
- Nossa, olha esse céu lindo... Tá azul demais!
- É... Parece que a gente tá mais perto dele, né.
- É porque a gente tá.
- É... Parece que a gente tá mais perto dele, né.
- É porque a gente tá.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Sabe-tudo
Que mania a nossa de acharmos que sabemos de tudo.
"Já passei por isso antes, sei no que isso vai dar"
"Já sofri demais por isso, me recuso a cair nessa de novo"
Sim, é verdade, tem história que se repete pra ver se a gente aprendeu a lição. E, cá entre nós, muitas vezes a gente realmente não aprendeu e, por isso mesmo, merece passar por isso de novo.
Mas nem sempre.
A vida pode mostrar muitas outras possibilidades que vão muito além de alguns dias, meses, anos de experiência. Confiando em nossas experiências e desconfiando de tudo, perdemos a oportunidade mais bela que existe: a de sermos felizmente surpreendidos.
Acreditando que estamos nos protegendo do mal, estamos também nos protegendo do bem. Uma proteção que mais aprisiona dentro de apenas o que nos é familiar, fácil de entender, simples de explicar.
E se as coisas mais interessantes da sua vida se mostrarem um pouco mais complicadas? E se você tiver que se jogar de vez em quando pra ver se dessa vez consegue chegar ao outro lado?
Vai deixar de tentar? Se aprisionar?
Ou correr o maravilhoso risco de se supreender?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Que Assim Seja.
Machucada e com cicatrizes recentes
Tudo parece estar amplificado.
Ainda assim, ninguém poderia prever tanta coisa
Em tão pouco tempo.
Tento me camuflar em feridas antigas
Mas o sentimento insiste.
Tento rezar pedindo forças
Mas a sensação não abandona.
Pelo contrário
Se intensifica.
Não me resta outra escolha,
A não ser dizer
Amém.
Tudo parece estar amplificado.
Ainda assim, ninguém poderia prever tanta coisa
Em tão pouco tempo.
Tento me camuflar em feridas antigas
Mas o sentimento insiste.
Tento rezar pedindo forças
Mas a sensação não abandona.
Pelo contrário
Se intensifica.
Não me resta outra escolha,
A não ser dizer
Amém.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Não Saber
Não é saber a verdade que me dói.
É o não saber. Cogitar. Se.
Então, se quer fazer, faça. Não me deixe esperar.
Se sente, fale. Sem hesitar.
Ou cale-se para sempre. Vá de uma vez.
Porque não faço o tipo que olha pra trás.
Mas, se olho, é para dizer "obrigado, foi bom...
Adeus."
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Break
Volto pra casa e a confusão não demora a chegar.
Não que as coisas não fiquem claras perto de ti.
Mas ficam brandas. Serenas.
A vida pára por algumas horas, a respiração fica mais lenta.
Cada minuto parece precioso. Você dorme, eu assisto essa paz.
Por que não podia sempre ser assim?
Por que temos que voltar aos pés no chão?
A luz invade o quarto, penetrando pelas mínimas brechas da persiana. Não há escolha. A luz vai entrar.
E nós dois vamos fincar os pés no chão.
Não que as coisas não fiquem claras perto de ti.
Mas ficam brandas. Serenas.
A vida pára por algumas horas, a respiração fica mais lenta.
Cada minuto parece precioso. Você dorme, eu assisto essa paz.
Por que não podia sempre ser assim?
Por que temos que voltar aos pés no chão?
A luz invade o quarto, penetrando pelas mínimas brechas da persiana. Não há escolha. A luz vai entrar.
E nós dois vamos fincar os pés no chão.
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