sábado, 14 de maio de 2011

Heartache

Como qualquer outro músculo,
o coração também cansa
Perde a força
Atrofia
E precisa descansar.

sábado, 7 de maio de 2011

Apego

Me toquei essa semana de que me apego um bocado às pessoas.
Não sei até que ponto isso é bom.
É difícil saber de verdade.
Mas mais difícil ainda é evitar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Canseira

Cansei de canções de amor.
Quero vida, emoção, coração.
Apostar no que a vida me dá de melhor.
E o resto fica pra depois.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meio-termo

Tem vezes que te quero.
Tem vezes que nunca mais quero te ver.
Mas você está sempre em mim.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Propriedade

Tento ser dona do mundo
Quando sequer sou dona de mim mesma.

domingo, 10 de abril de 2011

Através de seus olhos

Me encaro no espelho
E tento me enxergar
Do jeito que você irá
Ao me ver com seus olhos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Eco.

Só gostaria que seu nome parasse de soar na minha cabeça.
Como uma voz que insiste em ecoar mesmo sem espaço para se propagar.
É pedir demais?

sábado, 19 de março de 2011

1, 2, 3, testando.

Você gosta de me testar
Quer ver minha reação
Mas o que posso esperar
Se não sei se...consigo te dizer não?

sábado, 12 de março de 2011

De coração

Se pudessem ouvir meu coração bater
Não poderia mais esconder
Tudo que me fazem sentir
Tentaria me explicar
Mas ainda não poderia admitir
Que só você faz meu coração acelerar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Três

Hoje sonhei que éramos 3.
Ele do meu lado, ela do lado dele.
Mãos dadas, não nas minhas.
O abandono era óbvio, mas não para ele.
Parecia ser o natural, nada de mais.
Enquanto eu me dilacerava por dentro,
Odiando cada segundo daquele momento...
Que era um sonho.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estranheza

É estranho não querer fazer nada, mesmo cheia de coisas pra fazer.
É estranho se sentir sozinha, mesmo numa sala com seus amigos.
É estranho ser romântica, mas não conseguir viver o romance.
É estranho tentar odiar alguém que se ama.
É estranho... ser estranha.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As suas cores no seu olho, tão de perto

Me peguei esses dias me achando mal educada por usar óculos de sol.
Acho o máximo usar, principalmente nos 13 graus (numa escala de 14) de raios ultravioleta de Porto Alegre. O problema é que quando estou conversando com alguém, o óculos passa a parecer uma barreira entre a pessoa à minha frente e mim.
Se eu quero me comunicar, me expressar, mostrar o jeito que eu sinto, eu preciso deixar que a pessoa veja o meu olhar. É só ele que vai definir se eu tô fazendo charme ou falando a verdade. Meus olhos atestam a minha veracidade, uma das qualidades mais preciosas que se tem. As pessoas precisam ter acesso a eles, certo?
Agora, com um insight desses, também percebi que tem situações que eu evito olhar muito nos olhos das pessoas. Coisas e situações simples, geralmente com desconhecidos, mas é como se eu tivesse vergonha. Po, e não é como essas pessoas não mereçam saber quanto eu prestando atenção na conversa ou realmente acredito no que estou dizendo. E não é como isso não importasse, porque bem...
Desde que não seja feito de forma intimista, acho que todo mundo gosta de saber que está sendo bem ouvido e apreciado. E quase todos merecem isso, a não ser que se prove o contrário.
Então, por que não?
Olho nos olhos, e sei que estou mais perto de uma comunicação de verdade e verdadeira.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Eternidade de um Momento

Se tem uma frase que me dá nos nervos ler por aí quando se trata de relacionamentos é "que seja eterno enquanto dure". Puta frasezinha mala. E não porque fala uma mentira, mas sim porque reitera algo mais profundo pras nossas vidas, mas que nem sempre notamos. Okay, deixa eu me explicar.
Eu sou o conjunto de todas as coisas que eu vivi, boas ou ruins. E por mais que eu queira me esquivar ou fugir de algumas, não posso. Às vezes nem sei porque ou do que fujo, mas sinto que preciso. E é sempre em vão. As experiências ruins e boas que passei sempre vão estar aqui guardadas, só esperando o momento (muitas vezes inoportuno) para virem à tona.
E aí que vem a eternidade. O que significa ser eterno, se não estar para sempre marcado na mente e no coração das pessoas? E isso vale tanto para pessoas, quanto para momentos.
O que eu vivo, quem eu conheço, com quem eu me envolvo estarão para sempre marcados em mim. E isso pode ser uma coisa linda, tirando quando você descobre que realmente precisa aprender a conviver com essas marcas para conseguir criar outras, melhores e mais transformadoras.
Mas pensando bem... isso é algo lindo. Porque se eu não tivesse essas marcas... eu não aprenderia a lição.
Momentos e pessoas já são eternos dentro de nós a partir do momento em que permitimos que façam parte de nossas vidas. E não é a nossa vontade que os fará serem mais ou menos eternos.
Eles simplesmente...são.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Because I like the way it hurts..."

Uma música que estorou ultimamente, e com mérito, é a "Love The Way You Lie", do Eminem com participação da Rihanna.
A música fala principalmente sobre não conseguir viver sem alguém, mas ao mesmo tempo mentir, agredir e machucar essa pessoa. Eu particularmente adoro essa música; tá na minha lista de vícios do mês.

Uma das coisas que me atrai na música é a intensidade dos sentimentos. Uma necessidade tão imensa de ter o outro por perto que se é capaz de abrir mão do seu próprio bem-estar pra isso. E não como se abrir mão do seu bem-estar proporcione a felicidade do outro. Porque ele vai continuar a mentir, julgar e machucar, já que você se mostra complacente a isso, mesmo que depois até de hematomas nele...e em ti mesmo.

Até bem-estar se torna uma palavra controversa e relativa. É ruim com ele e pior sem ele?
Às vezes, torna-se um casal e simplesmente se esquece que cada um é uma pessoa diferente, que os dois vieram de lugares, experiências e valores diferentes. Que você é e sempre será um ser a parte, único. Nos iludimos achando que temos tudo em comum, que conhecemos completamente alguém que amamos. E nessa ilusão nos perdemos entre o que somos, o que queremos ser, o que o outro deseja que sejamos e vice-versa. Daí pra frente, apenas a ideia de sair do buraco parece muito pior do que fazer o buraco ficar ainda mais fundo.

Tudo isso por causa de um amor que, na tentativa de construir, perdeu o controle e destruiu tudo à sua volta porque não soube enxergar o outro como um ser a parte, que não necessariamente deve te ouvir ou obedecer. E pensar que esse amor poderia crescer e fazer dos dois pessoas melhores. Especialmente para vocês dois, juntos e individualmente.

Essa deve ser a noção mais difícil de se entender. Como é que dá pra ser eu mesmo, ter a minha individualidade, as minhas ncessidades, as minhas coisas, quando a gente tem que viver junto a outra pessoa e conciliar os dois universos que cada um traz para dentro do relacionamento? Como o próprio Eminem diz na letra da música com a Rihanna, essa junção pode se tornar algo como o encontro de um tornado com um vulcão. Mas a palavra está certa: conciliar. Não existe anular, perder, esquecer. Só se constrói algo a partir de um material já existente. Só se concilia quando há um equilíbrio entre as partes. O outro, num amor construtivo, acrescenta à minha individualidade da mesma maneira que eu acrescento à dele, justamente porque não somos iguais. De forma que esse crescimento leve à iniciativa pessoal que cada um pode ter de ser alguém melhor não só para o outro, como para todos que os cercam. Isso só se dá pelas diferenças, pelas individualidades, pelo respeito.

Podemos ser feitos um pro outro, mas não feitos da mesma coisa. Ainda bem.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Rosa

Tenho um pouco de instrumentista, cantora, amiga, tradutora, professora, filha, estudante, freelancer... Tudo numa coisa só. Mas em todas essas coisas, tento ter uma só consciência: o sucesso só vem com suor.

Sinto que muitas vezes se tem a ilusão de que, só porque você é uma pessoa legal, as pessoas e a própria vida vai ter dar o sucesso de mão beijada.
Mas as boas oportunidades não aparecem de graça. Um rostinho bonito e um ar simpático podem te ajudar, mas o resto é trabalho árduo que leva tempo e esforço.
Você pode achar que vai ter fama, admiradores, sucesso e reconhecimento só participando de um Reality Show ou de uma bandinha de rock. O que pode te dar tudo isso sim, mas não isoladamente. O tal participante do BBB vai ter que sair da casa e se puxar pra se estabilizar nessa corda bamba que é o entretenimento, e o integrante da bandinha de rock vai ter que ter fôlego pra não surtar no meio de uma turnê ou arruinar a própria carreira por alguma idiotice do meio do caminho.
Minha professora na academia me disse esses dias que "as pessoas tem força de vontade, mas não tem vontade de fazer força". Real. Queremos um corpinho bonito, mas dá trabalho demais se exercitar naquele dia de chuva ou resistir à tentação do doce nosso de cada dia. Várias vezes, miramos muito mais no objetivo do que no caminho a ser percorrido, imaginando que vai levar pouco tempo, nem tanto trabalho pra "chegar lá".
A vida é difícil sim, e é muito mais fácil desistir no meio do caminho porque "tá difícil demais".
Mas se o sonho é grande o bastante e a força pra realizar maior ainda, acontece. Pode levar tempo, pode levar muitos tombos e cicatrizes, mas o trabalho duro (combinado com uma dose de bom senso para fazer boas escolhas) vai te levar ao teu objetivo.
E se você chegar lá e não for bem aquilo que você imaginou pra você...Bem, comecemos novamente. Descubra novos sonhos, busque novas conquistas. Afinal, não é o objetivo em si que nos dá a sensação de realização, mas sim o tempo e o esforço que aplicamos para conquistá-lo.

Como já diria O Pequeno Príncipe, "Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante".