Tem várias coisas da essência humana que eu não entendo. Uma delas é essa necessidade de reconhecimento, que ninguém se salva.
Por que, afinal? Por que quando a gente faz algo bom, simplesmente não se conforma e fica feliz com isso? Tem que sempre ter alguém pra falar "parabéns! Você é o máximo" pra gente realmente sentir que fez a coisa certa?
Isso me incomoda muito. Porque muito disso eu vejo em mim, várias vezes. E não parece totalmente certo, nem totalmente errado.
Por exemplo, num trabalho (que geralmente é feito por obrigação) o que eu mais procuro é reconhecimento, seja da maneira que for. Se não aquilo, de obrigação, vira algo inútil e sem sentido. Algo assim também se aplica às ações voluntárias, mesmo que o reconhecimento venha de uma forma diferente. Um sorriso, um abraço, um "muito obrigado" funciona bem nessas situações, e até melhor do que qualquer quantia em dinheiro. O reconhecimento passa a ser um voto de gratidão, agradecendo o esforço e energia que você empregou para que algo acontecesse.
Por outro lado, reconhecimento excessivo se torna tão inútil quanto a falta de reconhecimento em alguma forma de trabalho. Parece que você vira uma criança, sabe? E daquele tipo mimada, que sempre precisa ter alguém do lado pra ir dando uma estrelinha do quadro a cada coisa boa que fizer.
Isso é patético. Tudo isso, em ambos os lados.
Talvez o que a gente precise é ter consciência do reconhecimento externo e interno. O externo, feito por outras pessoas, pode ser muito bom e necessário, porque é um estímulo a continuar se esforçando e fazendo ago direito. O interno pode ser melhor ainda, porque faz parte daquela consciência interna de que você fez a sua parte, não importa quem reconheça ou saiba. Essa pode ser a mais nobre das ações, sem esperar nada em troca. Mas, também, acho que esse tipo de ação e consciência exige uma auto-avaliação muito forte e sólida. E, sinceramente, hoje em dia é quase impossível desenvolver essa avaliação sozinho, sem uma opinião alheia que te faça seguir em frente e acreditar nos seus ideiais.
No final, quem vai encarar as consequências das suas ações é você mesmo, não outra pessoa. Portanto, não sei se esse reconhecimento é tão necessário, já que o outro não tem por obrigação saber o seu esforço, muito menos de ficar te empurrando pra frente toda hora. Acho sim que o reconhecimento é necessário quando se chega naquela parte do caminho que, como qualquer ser humano, você tem dúvidas. Porque questionar faz parte da auto-avaliação, do crescimento que todo mundo precisa passar. E pra responder essas dúvidas, sempre pode ser bom olhar pra dentro, pra si mesmo, mas também pra si memso inserido no mundo. Porque, querendo ou não, ainda vivemos numa sociedade. Ainda tem alguém que se importe com você e vice-versa, mesmo que seja a tua mãe. E por incrível que pareça, são essas as pessoas que podem realmente nos ajudar a crescer.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
As melhores coisas do mundo
- Feliz aniversário, Grazi! Tudo de melhor e mais lindo no mundo pra ti.
- Brigada, Cris, mas...eu já tenho vocês.
- Brigada, Cris, mas...eu já tenho vocês.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Ano Novo
2009 passou e quase zero de posts aqui.
Um professor meu diz que as vezes tem disso na vida de quem escreve: Tem épocas que a gente passa meses e meses sem escrever, por algum trauma ou tipo diferente de processar informação, como simplesmete ler sem necessariamente escrever.
Li horrores esse ano. Acho que meu professor pode estar certo mesmo.
Será que esse ano será diferente?
Só conferindo pra saber.
Hit me, 2010!
Um professor meu diz que as vezes tem disso na vida de quem escreve: Tem épocas que a gente passa meses e meses sem escrever, por algum trauma ou tipo diferente de processar informação, como simplesmete ler sem necessariamente escrever.
Li horrores esse ano. Acho que meu professor pode estar certo mesmo.
Será que esse ano será diferente?
Só conferindo pra saber.
Hit me, 2010!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Sinceramente
Todo mundo julga, okay. Basta enxergar para começar julgamentos, suposições, rotulações.
Eu julgo, você julga, todos nós julgamos e não há escapatória. Sem a menor má intenção, você tá julgando até a tua avó.
Mas, de certa forma, julgar também é uma forma de desenvolver nossos valores, nosso discernimento, se tornando, então, algo positivo na vida das pessoas.
Agora...limite pra quê? Não é por causa de uma atitude, de uma fala, de um traço que eu vou julgar toda a personalidade daquela pessoa. Ou até, não é por causa disso que vou chegar nessa pessoa (seja amiga ou não) e pregando tudo que eu penso em relação a essa atitude como se eu fosse a dona da única verdade que existe no mundo.
É muita presunção. Pior que isso, é auto-afirmação não fundamentada e, muitas vezes, contraditória.
Pronto, falei.
Eu julgo, você julga, todos nós julgamos e não há escapatória. Sem a menor má intenção, você tá julgando até a tua avó.
Mas, de certa forma, julgar também é uma forma de desenvolver nossos valores, nosso discernimento, se tornando, então, algo positivo na vida das pessoas.
Agora...limite pra quê? Não é por causa de uma atitude, de uma fala, de um traço que eu vou julgar toda a personalidade daquela pessoa. Ou até, não é por causa disso que vou chegar nessa pessoa (seja amiga ou não) e pregando tudo que eu penso em relação a essa atitude como se eu fosse a dona da única verdade que existe no mundo.
É muita presunção. Pior que isso, é auto-afirmação não fundamentada e, muitas vezes, contraditória.
Pronto, falei.
domingo, 19 de julho de 2009
A Busca da Felicidade
Buscando a felicidade a qualquer custo,
nos esquecemos de nós mesmos no caminho.
nos esquecemos de nós mesmos no caminho.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Cegueira
Não sei se o Saramago colocou os cegos desta maneira, mas, na minha opinião, ser cego é um constante teste de fé.
É como estar sozinho na parada de ônibus num dia de chuva, só você e sua guia, e seguir seu instinto de se afastar da calçada ao ouvir um carro ao longe para escapar de um banho inesperado.
Também como caminhar sozinho pelo centro da cidade e esperar pacientemente uma boa alma ter a boa vontade de te acompanhar ao atravessar a rua (e ainda sem roubar tua bolsa).
E se o instinto errar? E se a boa alma não aparecer?
Bem, acho que daí não resta muita opção.
A não ser acreditar.
É como estar sozinho na parada de ônibus num dia de chuva, só você e sua guia, e seguir seu instinto de se afastar da calçada ao ouvir um carro ao longe para escapar de um banho inesperado.
Também como caminhar sozinho pelo centro da cidade e esperar pacientemente uma boa alma ter a boa vontade de te acompanhar ao atravessar a rua (e ainda sem roubar tua bolsa).
E se o instinto errar? E se a boa alma não aparecer?
Bem, acho que daí não resta muita opção.
A não ser acreditar.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
The Catcher in the Rye
"O Apanhador no Campo de Centeio" pode não ser o título de livro mais atraente que você já viu na vida, mas com certeza tem um dos melhores conteúdos.
People always think something's all true. ~J.D. Salinger, The Catcher in the Rye, Chapter 2
People never notice anything. ~J.D. Salinger, The Catcher in the Rye, Chapter 2
"Among other things, you'll find that you're not the first person who was ever confused and frightened and even sickened by human behavior. You're by no means alone on that score, you'll be excited and stimulated to know. Many, many men have been just as troubled morally and spiritually as you are right now. Happily, some of them kept records of their troubles. You'll learn from them - if you want to. Just as someday, if you have something to offer, someone will learn something from you. It's a beautiful reciprocal arrangement. And it isn't education. It's history. It's poetry." ~J.D. Salinger, The Catcher in the Rye, Chapter 24, spoken by the character Mr. Antolini
Okay, páro aqui, senão vou acabar citando o livro inteiro.
People always think something's all true. ~J.D. Salinger, The Catcher in the Rye, Chapter 2
People never notice anything. ~J.D. Salinger, The Catcher in the Rye, Chapter 2
"Among other things, you'll find that you're not the first person who was ever confused and frightened and even sickened by human behavior. You're by no means alone on that score, you'll be excited and stimulated to know. Many, many men have been just as troubled morally and spiritually as you are right now. Happily, some of them kept records of their troubles. You'll learn from them - if you want to. Just as someday, if you have something to offer, someone will learn something from you. It's a beautiful reciprocal arrangement. And it isn't education. It's history. It's poetry." ~J.D. Salinger, The Catcher in the Rye, Chapter 24, spoken by the character Mr. Antolini
Okay, páro aqui, senão vou acabar citando o livro inteiro.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Ilimitada
Cada vez mais, meus sentimentos parecem estar muito além do que meu corpo pode suportar.
Já senti a dor ao ponto de esquecer aonde estou, ou de sequer me importar com isso.
E já senti o amor que parece não conter-se no correr das minhas veias, como numa tentativa de romper o que se colocar a sua frente.
Talvez minhas emoções sejam um universo a parte, incompreensível e ilógico,
Mas em constante expansão.
Já senti a dor ao ponto de esquecer aonde estou, ou de sequer me importar com isso.
E já senti o amor que parece não conter-se no correr das minhas veias, como numa tentativa de romper o que se colocar a sua frente.
Talvez minhas emoções sejam um universo a parte, incompreensível e ilógico,
Mas em constante expansão.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Inquietudes
Qualquer detalhe pode ser fatal.
Um olhar basta para horas de sono perdidas.
Uma expectativa, e o cérebro parece não querer desligar por dias.
Até um bisbilhotada em perfil do orkut já basta para horas de questionamento infundável.
Um beijo basta para um dia inteiro sonhando acordada.
A inquietude está nos detalhes.
Nos detalhes está o essencial.
No essencial está a minha vida.
Um olhar basta para horas de sono perdidas.
Uma expectativa, e o cérebro parece não querer desligar por dias.
Até um bisbilhotada em perfil do orkut já basta para horas de questionamento infundável.
Um beijo basta para um dia inteiro sonhando acordada.
A inquietude está nos detalhes.
Nos detalhes está o essencial.
No essencial está a minha vida.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Perdendo a pose
Não preciso de ninguém.
Eu que sei o que me faz bem.
Ninguém me diz o que fazer.
Da minha vida faço o que bem entender.
Mas tudo fica tão melhor ao seu lado...
Quer ser meu namorado?
Eu que sei o que me faz bem.
Ninguém me diz o que fazer.
Da minha vida faço o que bem entender.
Mas tudo fica tão melhor ao seu lado...
Quer ser meu namorado?
domingo, 12 de abril de 2009
And I...
I hope life treats you kind.
And I hope you have all you've dreamed of.
And I wish to you, joy and happiness.
But above all this, I wish you love.
And I hope you have all you've dreamed of.
And I wish to you, joy and happiness.
But above all this, I wish you love.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O Meu Melhor
Não vou mentir.
Não vou encobrir meus erros em nome de um sonho.
Não vou iludir seus olhos com algo que não sou.
Mas, se ontem outros podiam fazer muita coisa melhor do que eu,
hoje posso fazer qualquer coisa melhor do que mim mesma.
Não vou encobrir meus erros em nome de um sonho.
Não vou iludir seus olhos com algo que não sou.
Mas, se ontem outros podiam fazer muita coisa melhor do que eu,
hoje posso fazer qualquer coisa melhor do que mim mesma.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O despertar
"O tempo passa. Mesmo quando parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim."
- Capítulo 4 do livro Lua Nova, de Stephenie Meyer.
- Capítulo 4 do livro Lua Nova, de Stephenie Meyer.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O bom, o ruim e o real
Certos momentos na nossa vida são tão ruins que você simplesmente deseja que alguém te belisque, pra você acordar do pesadelo e cair na real.
Outros são tão bons que você mal acredita, e torce pra que no dia seguinte você se lembre que aquilo não foi um sonho.
Mas, afinal, onde fica a realidade nisso tudo?
Talvez a realidade esteja naquele hora em você está quase dormindo e quase acordado, logo antes de cair no sono. Naquele estado em que tudo, o bom e o ruim, parece fazer sentido e te faz finalmente se sentir em paz.
Outros são tão bons que você mal acredita, e torce pra que no dia seguinte você se lembre que aquilo não foi um sonho.
Mas, afinal, onde fica a realidade nisso tudo?
Talvez a realidade esteja naquele hora em você está quase dormindo e quase acordado, logo antes de cair no sono. Naquele estado em que tudo, o bom e o ruim, parece fazer sentido e te faz finalmente se sentir em paz.
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