Sempre precisei de um espaço meu, só meu. Um espaço para dividir com a minha própria companhia, numa bolha particular pra respirar meu próprio oxigênio.
Mas não tenho sentido essa necessidade da mesma maneira.
Ultimamente, só o que quero é estar contigo. Como se o meu espaço fosse o seu, como se nos fundíssemos e confundíssemos entre tanto beijo, tanto abraço, tanto carinho, tanto amor.
E não preciso tanto do meu espaço único para me firmar. Já me sinto firme e segura ao seu lado.
Não preciso tanto da minha própria companhia. Já convivo comigo mesma há 22 anos, e só agora fui te descobrir.
E, como se meu corpo tentasse compensar todo esse tempo em que eu não te conhecia, cada pedaço de mim grita: te quero sempre mais.
domingo, 30 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Se Eu Fosse Eu Mesma
Normalmente faço o tipo que tem tudo sob controle.
Sou prática, falo, faço, mudo, desfaço.
Mas, no fundo no fundo, se eu fosse eu mesma, perderia o controle.
Perderia essa vontade de saber exatamente tudo que acontece a minha volta.
Perderia o desapego.
Perderia a força para me manter dona completa de mim mesma.
Perderia tanta praticidade e substituiria por palavras.
Perderia as palavras e substituiria por gestos cheios de amor.
Perderia o controle para ganhar perto de mim uma pessoa que não faz com que ser eu mesma seja um desafio, mas um prazer interminável.
Sou prática, falo, faço, mudo, desfaço.
Mas, no fundo no fundo, se eu fosse eu mesma, perderia o controle.
Perderia essa vontade de saber exatamente tudo que acontece a minha volta.
Perderia o desapego.
Perderia a força para me manter dona completa de mim mesma.
Perderia tanta praticidade e substituiria por palavras.
Perderia as palavras e substituiria por gestos cheios de amor.
Perderia o controle para ganhar perto de mim uma pessoa que não faz com que ser eu mesma seja um desafio, mas um prazer interminável.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Porém
Vamos falar honestamente aqui.
O mundo não pega leve com ninguém hoje em dia. Não tem desconto.
A gente corre, se cansa, trabalha duro, se machuca, se cansa mais um pouco e ainda assim não tem a garantia de que, por si só, tudo isso vai recompensar.
É tudo incerto, temporário, mutável. E a gente que se vire pra acompanhar essa insegurança e correria frenética que virou o dia-dia.
Porém, tem um "porém" muito grande no meio dessa maratona cotidiana.
É o porém das pessoas; numa crise de riso sem sentido, num sorriso sincero, numa cerveja de happy hour, num "obrigado" de coração ou em algumas poucas palavras trocadas no decorrer do dia. É o porém que me diz que, com recompensas e resultados ou não, já vale a pena sofrer, correr, viver.
Porque não é o destino que me fortalece, e sim as pessoas que me acompanham nessa jornada incrível de aprendizado sem fim chamada vida.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Entre o coração e a palavra
E com o que fica entre o coração e as palavras, o que acontece?
O que acontece com o que não dá pra se verbalizar? Não consigo expressar em palavras tudo que sinto.
Às vezes por causa do medo de soar... vazio, comum, qualquer palavra. Às vezes porque dói demais falar. É como se ouvir a própria voz falando tudo aquilo fizesse com que os sentimentos se intensificassem.
E se intensificam sim.
É o poder de admitir, de colocar em palavras, de expor para o mundo. Expor-se para o mundo; despir-se de medos e inseguranças que quase nunca se justificam.
É aceitar-se, aceitar seu momento, sua atitude, seu sentimento, sua força e as suas imperfeições... tudo numa coisa só.
Tudo numa frase só: que saudades.
O que acontece com o que não dá pra se verbalizar? Não consigo expressar em palavras tudo que sinto.
Às vezes por causa do medo de soar... vazio, comum, qualquer palavra. Às vezes porque dói demais falar. É como se ouvir a própria voz falando tudo aquilo fizesse com que os sentimentos se intensificassem.
E se intensificam sim.
É o poder de admitir, de colocar em palavras, de expor para o mundo. Expor-se para o mundo; despir-se de medos e inseguranças que quase nunca se justificam.
É aceitar-se, aceitar seu momento, sua atitude, seu sentimento, sua força e as suas imperfeições... tudo numa coisa só.
Tudo numa frase só: que saudades.
domingo, 18 de setembro de 2011
A Espera
Não vou me mover.
Estarei aqui, pelo tempo que for necessário.
Espero, aguardo, anseio.
Até você voltar.
Me lembro do cheiro, do gosto, do beijo.
E respiro fundo.
Esperando por ti.
Até que a espera, o aguardo, a ansiedade se justifiquem.
Ou se mostrem totalmente inúteis.
Até que o cheiro, o gosto, o beijo
Não sejam lembrança.
Sejam você, numa noite em claro.
Sorrindo pra mim.
Estarei aqui, pelo tempo que for necessário.
Espero, aguardo, anseio.
Até você voltar.
Me lembro do cheiro, do gosto, do beijo.
E respiro fundo.
Esperando por ti.
Até que a espera, o aguardo, a ansiedade se justifiquem.
Ou se mostrem totalmente inúteis.
Até que o cheiro, o gosto, o beijo
Não sejam lembrança.
Sejam você, numa noite em claro.
Sorrindo pra mim.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Inteiro
Não quero uma meia pessoa, meio amor, meia vida, meia dor.
Quero mergulhar de cabeça aonde a vida me levar.
Que ame, alegre, sofra, desame.
Mas, por favor, seja real.
Não quero a perfeição.
Quero a tua verdadeira intenção.
Quero abraçar os teus segredos, teus defeitos, teus medos.
Quero entender as tuas manias, tuas alegrias, todas as tuas vidas.
Mas seja real.
Seja inteiro.
Seja meu.
Quero mergulhar de cabeça aonde a vida me levar.
Que ame, alegre, sofra, desame.
Mas, por favor, seja real.
Não quero a perfeição.
Quero a tua verdadeira intenção.
Quero abraçar os teus segredos, teus defeitos, teus medos.
Quero entender as tuas manias, tuas alegrias, todas as tuas vidas.
Mas seja real.
Seja inteiro.
Seja meu.
domingo, 11 de setembro de 2011
Conversa Apaixonada
- Nossa, olha esse céu lindo... Tá azul demais!
- É... Parece que a gente tá mais perto dele, né.
- É porque a gente tá.
- É... Parece que a gente tá mais perto dele, né.
- É porque a gente tá.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Sabe-tudo
Que mania a nossa de acharmos que sabemos de tudo.
"Já passei por isso antes, sei no que isso vai dar"
"Já sofri demais por isso, me recuso a cair nessa de novo"
Sim, é verdade, tem história que se repete pra ver se a gente aprendeu a lição. E, cá entre nós, muitas vezes a gente realmente não aprendeu e, por isso mesmo, merece passar por isso de novo.
Mas nem sempre.
A vida pode mostrar muitas outras possibilidades que vão muito além de alguns dias, meses, anos de experiência. Confiando em nossas experiências e desconfiando de tudo, perdemos a oportunidade mais bela que existe: a de sermos felizmente surpreendidos.
Acreditando que estamos nos protegendo do mal, estamos também nos protegendo do bem. Uma proteção que mais aprisiona dentro de apenas o que nos é familiar, fácil de entender, simples de explicar.
E se as coisas mais interessantes da sua vida se mostrarem um pouco mais complicadas? E se você tiver que se jogar de vez em quando pra ver se dessa vez consegue chegar ao outro lado?
Vai deixar de tentar? Se aprisionar?
Ou correr o maravilhoso risco de se supreender?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Que Assim Seja.
Machucada e com cicatrizes recentes
Tudo parece estar amplificado.
Ainda assim, ninguém poderia prever tanta coisa
Em tão pouco tempo.
Tento me camuflar em feridas antigas
Mas o sentimento insiste.
Tento rezar pedindo forças
Mas a sensação não abandona.
Pelo contrário
Se intensifica.
Não me resta outra escolha,
A não ser dizer
Amém.
Tudo parece estar amplificado.
Ainda assim, ninguém poderia prever tanta coisa
Em tão pouco tempo.
Tento me camuflar em feridas antigas
Mas o sentimento insiste.
Tento rezar pedindo forças
Mas a sensação não abandona.
Pelo contrário
Se intensifica.
Não me resta outra escolha,
A não ser dizer
Amém.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Não Saber
Não é saber a verdade que me dói.
É o não saber. Cogitar. Se.
Então, se quer fazer, faça. Não me deixe esperar.
Se sente, fale. Sem hesitar.
Ou cale-se para sempre. Vá de uma vez.
Porque não faço o tipo que olha pra trás.
Mas, se olho, é para dizer "obrigado, foi bom...
Adeus."
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Break
Volto pra casa e a confusão não demora a chegar.
Não que as coisas não fiquem claras perto de ti.
Mas ficam brandas. Serenas.
A vida pára por algumas horas, a respiração fica mais lenta.
Cada minuto parece precioso. Você dorme, eu assisto essa paz.
Por que não podia sempre ser assim?
Por que temos que voltar aos pés no chão?
A luz invade o quarto, penetrando pelas mínimas brechas da persiana. Não há escolha. A luz vai entrar.
E nós dois vamos fincar os pés no chão.
Não que as coisas não fiquem claras perto de ti.
Mas ficam brandas. Serenas.
A vida pára por algumas horas, a respiração fica mais lenta.
Cada minuto parece precioso. Você dorme, eu assisto essa paz.
Por que não podia sempre ser assim?
Por que temos que voltar aos pés no chão?
A luz invade o quarto, penetrando pelas mínimas brechas da persiana. Não há escolha. A luz vai entrar.
E nós dois vamos fincar os pés no chão.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
História-Memória
Hoje abri minha caixa de memórias.
E você estava lá.
Demorei pra te achar, é muita besteira, muita vida, muita história pra pouca vida.
Mas você apareceu. No anel que me jurou, na foto que você representava.
Sua presença inundou o quarto.
Não só a sua. A minha também. A de quem eu costumava ser, em toda aquela vida e circunstância adolescente.
É um absurdo pensar em como tudo começou.
E como tudo acabou. E seguiu seu curso.
Isso não quer dizer que "não era pra ser". Porque era pra ser sim. Nós dois tínhamos que fazer tudo aquilo. Aquilo era pra ser, mas pra ser algo diferente do que imaginávamos. Do que adivinharíamos.
Escrevo e desabafo agora tudo isso no papel. Mas não pude achar uma folha de rascunho.
Achei uma vazia, inteira em branco. Pronta para receber algo novo, começar uma nova história.
Algo me diz, e às vezes grita, que vai ser extraordinária.
Eu sei que vai ser. É parte da minha história.
E você estava lá.
Demorei pra te achar, é muita besteira, muita vida, muita história pra pouca vida.
Mas você apareceu. No anel que me jurou, na foto que você representava.
Sua presença inundou o quarto.
Não só a sua. A minha também. A de quem eu costumava ser, em toda aquela vida e circunstância adolescente.
É um absurdo pensar em como tudo começou.
E como tudo acabou. E seguiu seu curso.
Isso não quer dizer que "não era pra ser". Porque era pra ser sim. Nós dois tínhamos que fazer tudo aquilo. Aquilo era pra ser, mas pra ser algo diferente do que imaginávamos. Do que adivinharíamos.
Escrevo e desabafo agora tudo isso no papel. Mas não pude achar uma folha de rascunho.
Achei uma vazia, inteira em branco. Pronta para receber algo novo, começar uma nova história.
Algo me diz, e às vezes grita, que vai ser extraordinária.
Eu sei que vai ser. É parte da minha história.
domingo, 17 de julho de 2011
Outra Conversa de Bar
- Ah, cara, fala sério... primeira vez que tu me vê fora do ambiente de trabalho e eu já fico alegre na segunda cerveja. Eu fico alegre muito fácil.
- Mas qual o problema de ser alegre?
- Mas qual o problema de ser alegre?
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Limite
Posso ser forte e suportar mais dor do que imaginam.
Mas isso não quer dizer que você pode se aproveitar disso
E me pôr pra baixo quando bem entender
Porque eu erro.
Eu me machuco.
Eu espero.
E uma hora ou outra...também vou sofrer.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A Real
Você tem falhas. Logo, sei que é real.
Você é adorável. Logo, gosto de você.
Logo logo... realmente gosto de você.
Você é adorável. Logo, gosto de você.
Logo logo... realmente gosto de você.
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