So here's the thing...
You're fed up with love. You can't stand the feeling of getting calls all day, daily reports or jealosy scenes. All the falling-in-love package makes you sick.
Still, something inside you urges for caring and attention.
So...what's the point?
"Sit and wait, darling. It all shall pass", says the voice.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Cidade Baixa e Livre
Logo após o término do meu primeiro e longo namoro, tive que reaprender a fazer umas dez mil coisas sozinha. Entre elas, atravessar a rua. Confiando no meu par, nem me dava ao trabalho de olhar para os lados.
Então sozinha, aprendi novamente a olhar para os lados. E descobri um mundo incrível à minha volta.
Lembro que um dos meus primeiros passeios sozinha foi a um bar na cidade baixa de Porto Alegre. A sensação de andar sozinha naquela rua foi única. Todos os bares, pessoas, cheiros e gostos cercavam minha caminhada, que era minha. Eu finalmente era dona de mim. Poderia estar com alguém, poderia estar em outro lugar, mas estava ali, dando aqueles passos na companhia doce e eterna de mim mesma. Eu tinha sentido falta dela. Como uma mãe que reencontra o filho recém-nascido, o poder da escolha tinha sido devolvido aos meus braços.
O que eu senti e entendi naquele momento é que o único comprometimento que você tem no mundo é o de se fazer verdadeiramente feliz. Mas essa sensação de liberdade não era e nem é de libertinagem. É a consciência do seu eu mais profundo.
Pois com essa felicidade, aí sim, o seu mundo e consequentemente o mundo que te cerca fica mais completo. E melhor, sempre.
Então sozinha, aprendi novamente a olhar para os lados. E descobri um mundo incrível à minha volta.
Lembro que um dos meus primeiros passeios sozinha foi a um bar na cidade baixa de Porto Alegre. A sensação de andar sozinha naquela rua foi única. Todos os bares, pessoas, cheiros e gostos cercavam minha caminhada, que era minha. Eu finalmente era dona de mim. Poderia estar com alguém, poderia estar em outro lugar, mas estava ali, dando aqueles passos na companhia doce e eterna de mim mesma. Eu tinha sentido falta dela. Como uma mãe que reencontra o filho recém-nascido, o poder da escolha tinha sido devolvido aos meus braços.
O que eu senti e entendi naquele momento é que o único comprometimento que você tem no mundo é o de se fazer verdadeiramente feliz. Mas essa sensação de liberdade não era e nem é de libertinagem. É a consciência do seu eu mais profundo.
Pois com essa felicidade, aí sim, o seu mundo e consequentemente o mundo que te cerca fica mais completo. E melhor, sempre.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Final Feliz
Sempre fui uma fã de se's. Brincava de barbie criando as histórias mais mirabolantes. Escrevia no meu diário pensando que poderia ser um livro.
Dá pra imaginar, então, que minha imaginação sempre foi fértil, mais especificamente para histórias de amor.
Ah, como eu adorava. E adoro!
É previsível e clichê, mas não resisto a ver o mocinho ou mocinha jogando tudo pro alto, no último minuto, pra reconquistar aquele amor e viver feliz para sempre. Tão lindo.
Por isso que é duro cair na real. Não é só perceber que essas reviravoltas, mal e bem entendidos não existem na vida real. É parar de desejar isso mesmo que secretamente, no fundinho do meu coração, no escurinho do meu travesseiro.
Quero desejar algo tão real que nem um filme poderia retratar fielmente. Tão verdadeiro que nem uma saga de dez livros poderia narrar com detalhes suficientes.
Quero um amor tão puro que apenas o coração entende.
Quero minha história de amor, mas feita de fatos reais.
Dá pra imaginar, então, que minha imaginação sempre foi fértil, mais especificamente para histórias de amor.
Ah, como eu adorava. E adoro!
É previsível e clichê, mas não resisto a ver o mocinho ou mocinha jogando tudo pro alto, no último minuto, pra reconquistar aquele amor e viver feliz para sempre. Tão lindo.
Por isso que é duro cair na real. Não é só perceber que essas reviravoltas, mal e bem entendidos não existem na vida real. É parar de desejar isso mesmo que secretamente, no fundinho do meu coração, no escurinho do meu travesseiro.
Quero desejar algo tão real que nem um filme poderia retratar fielmente. Tão verdadeiro que nem uma saga de dez livros poderia narrar com detalhes suficientes.
Quero um amor tão puro que apenas o coração entende.
Quero minha história de amor, mas feita de fatos reais.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Last Looks
Sensação engraçada essa de saber que aquela é a última vez que você vai olhar para aquela pessoa ou aquele lugar.
Uma gratidão imensa me invade os ossos, enquanto o sangue pulsa saudade.
Seja da maneira que for...vai ser.
Adeus. Sem olhar pra trás.
Uma gratidão imensa me invade os ossos, enquanto o sangue pulsa saudade.
Seja da maneira que for...vai ser.
Adeus. Sem olhar pra trás.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Gratidão
Ontem aconteceu de novo. Estava na pista de dança e era a nossa música. Mas, ao contrário de todas as outras vezes, sorri.
Eu não estaria ali dançando e me divertindo com ótimos novos amigos se não fosse por aquela música. Se não fosse pelo que você me ofereceu, eu nunca estaria aberta o bastante para receber essa felicidade no meu coração.
Eu nunca saberia ser feliz desse jeito sem a sorte e a lição de viver um grande amor.
E sou grata, muito grata por isso.
Eu não estaria ali dançando e me divertindo com ótimos novos amigos se não fosse por aquela música. Se não fosse pelo que você me ofereceu, eu nunca estaria aberta o bastante para receber essa felicidade no meu coração.
Eu nunca saberia ser feliz desse jeito sem a sorte e a lição de viver um grande amor.
E sou grata, muito grata por isso.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Papo de Gente Grande
Lá pelos meus 7 ou 8 anos, eu adorava brincar de ser mocinha. Botava o cabelo pro lado e chamava de penteado. Sentava com as pernas cruzadas e me sentia educada. Sorria e empinava o nariz toda hora e chamava de independência. Fingia que falava no telefone pra achar que todos os meus namorados precisavam de mim.
Daí lá pelos meus 15 ou 16 anos, eu adorava brincar de rebelde. Botava o cinto de rebite, ouvia músicas que ninguém entendia de tão barulhentas e me recusava a me divertir em reuniões de família. Um namorado ou outro, mas que não se encaixassem em nada do que queriam pra mim.
De lá pra cá, acho que passei de um extremo ao outro justamente porque meu comportamento e personalidade mudaram, mas não a crença. No fundo, eu sempre achei que tudo fosse ficar naturalmente bem. Rebelde ou mocinha, eu chegaria aos meus 20 e poucos com um relacionamento estável, bem formada, com uma carreira linda pela frente, com filhos, viagens...naturalmente feliz, como deve ser.
Mas agora de verdade nos meus 20 e poucos anos... o que é natural mesmo?
Não sou mocinha. Não sou rebelde. Não tenho um relacionamento estável. Bem formada, mas nem ideia da carreira à minha frente. Filhos bem mais tarde, obrigada. Algumas viagens por vir, se Deus quiser.
"Que burra", diriam as minhas antigas Grazis. Eu fui contra a ordem das coisas. Minhas escolhas, as que eu achei que me levariam a o quê eu considerava natural, só me levaram ao outro lado do labirinto. O que antes pareciam escolhas pensadas e calculadas, agora mais parecem um jogo de sorte ou azar, par ou ímpar, tentativa e erro. Não há nenhuma garantia de que um caminho seja melhor ou mais rápido que qualquer outro.
Por outro lado, acho que nem eu mesma acreditava que teria estrelas tão brilhantes para me guiar nesse caminho labiríntico. Sei que elas vão me nortear, sei que elas não vão deixar de brilhar não importa onde eu esteja. Sei que há uma luz maior iluminando-as pra mim. Sei que não estou sozinha.
Obrigada à minha família, meus amigos e a Deus, por me mostrarem que não há felicidade mais natural no mundo do que a de tê-los ao meu lado.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Carta ao Coração
É fácil perder a cabeça. Difícil é manter todos os membros em seu devido lugar, e não ser todo ouvidos ao coração.
Tá na hora do coração ouvir.
Você, querido coração, precisa sossegar.
Sei que você está acostumado a bater descontroladamente por alguém, mas não dá pra ser assim toda hora. Para bater de verdade por outra pessoa, você precisa entender algumas coisas que ainda não entendeu.
Precisa entender que muitas outras pessoas e coisas e lugares podem te disparar. E não é porque você está em disparada que tem que mandar a razão pra aquele lugar. Não, ela não quer te limitar ou te impedir de viver. A razão só não quer que você queira crescer sozinho, até porque isso é impossível. A queda será sempre inevitável. Ela sabe que só juntos vocês vão evoluir.
No desespero de viver todo dia como se fosse o último, você deixa de ver que sua grande parceria está bem ao seu lado. Vocês podem mais juntos. Podem realizar tudo que você sempre sonhou. Podem ir além do que os dois sozinhos imaginariam.
Mas é preciso que não sejas egoísta. É preciso paciência. É preciso calma.
É dar um passo para trás para finalmente poder dar milhares para frente.
Não tenha medo.
A razão não vai te boicotar.
Ela te ama tanto quanto eu.
Tá na hora do coração ouvir.
Você, querido coração, precisa sossegar.
Sei que você está acostumado a bater descontroladamente por alguém, mas não dá pra ser assim toda hora. Para bater de verdade por outra pessoa, você precisa entender algumas coisas que ainda não entendeu.
Precisa entender que muitas outras pessoas e coisas e lugares podem te disparar. E não é porque você está em disparada que tem que mandar a razão pra aquele lugar. Não, ela não quer te limitar ou te impedir de viver. A razão só não quer que você queira crescer sozinho, até porque isso é impossível. A queda será sempre inevitável. Ela sabe que só juntos vocês vão evoluir.
No desespero de viver todo dia como se fosse o último, você deixa de ver que sua grande parceria está bem ao seu lado. Vocês podem mais juntos. Podem realizar tudo que você sempre sonhou. Podem ir além do que os dois sozinhos imaginariam.
Mas é preciso que não sejas egoísta. É preciso paciência. É preciso calma.
É dar um passo para trás para finalmente poder dar milhares para frente.
Não tenha medo.
A razão não vai te boicotar.
Ela te ama tanto quanto eu.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Crônica de voo
Aeroportos já são lugar comum pra mim. Freqüento esses saguões há 6 anos, desde que me mudei pra Porto Alegre. Esperei meses para estar aqui esperando esse avião. Não é fácil ficar longe da família, principalmente quando meu mundo parecia desmoronar perante meus olhos. Mas sobrevivi para estar aqui vendo esse céu azul pela janela. Que alívio.
"Atenção senhores passageiros do voo 3567 com destino a São Paulo Congonhas..."
Engraçado ver essas pessoas na fila ansiosas por embarcar mesmo com assento reservado. Mas pra quem já esperou dias que pareciam semanas, alguns minutos não vão matar ninguém. Me permito observar um pouco mais o azul envidraçado.
Logo estamos decolando. Tudo parece tão minúsculo daqui de cima. Ou lá de longe. É tudo uma questão de ponto de vista. E Deus sabe o quanto meu ponto de vista mudou nos últimos anos. Mas tanta vista me cansa os olhos e não demoro a pegar no sono. Nuvens enormes preenchem a paisagem do meu sonho. Nuvens vermelhas escarlate, vibrantes, mas que repentinamente adquirem uma cor turva, cor de nada, mas que me lembra todos os cemitérios que já visitei. E essas nuvens se movem, lenta e precisamente, como um animal se preparando para o ataque. Mas antes de dar o bote, rostos se formam dizendo frases que não consigo entender. Como uma língua desconhecida, entendo apenas palavras como "desculpe", "não posso", "fica", "vai", "sempre", "nunca"...
"Senhores passageiros, estaremos servindo refrigerante e barras de cereal."
Acordo numa baque assustada, assustando também meu colega de assento. Tudo isso pela barrinha de cereal. E ainda dizem que deveria agradecer por não pagar a mais por isso.
Abro a janela e me deparo com mais nuvens. Mas essas agora brancas, laranja avermelhadas, se despedindo dos últimos raios de sol. É realmente o fim de um ciclo. Mesmo com todas as tempestades, não posso negar as luzes que Porto Alegre me ofereceu. Sem meus amigos, me trabalho, meus amores, minhas decepções, minhas dores... Não seria metade da mulher de que me orgulho ser. O lanche até que me cai bem.
Perdida em minhas lembranças, me surpreendo quando a comissária anuncia: "senhores passageiros, sejam bem-vindos a São Paulo". Fico boquiaberta. Sou bem-vinda. Estou em casa. Voltei. Não achei que voltaria assim. Não achei que voltaria sozinha. Mas também não imaginei que voltaria tão forte, tão realizada, tão minha.
É inacreditável perceber as dez mil voltas que a vida dá, mas ainda me deixando de pé. Bem, não literalmente de pé, já que nem minhas pernas acreditam que tá na hora de juntar minhas malas e levantar. É surreal pensar em redescobrir velhos caminhos e ao mesmo tempo procurar por novos que também estão ansiosos para me conhecer.
Chegou a hora. Sem atrasos. Sem escalas.
"Boa noite, boa estada".
Obrigada. De coração.
"Atenção senhores passageiros do voo 3567 com destino a São Paulo Congonhas..."
Engraçado ver essas pessoas na fila ansiosas por embarcar mesmo com assento reservado. Mas pra quem já esperou dias que pareciam semanas, alguns minutos não vão matar ninguém. Me permito observar um pouco mais o azul envidraçado.
Logo estamos decolando. Tudo parece tão minúsculo daqui de cima. Ou lá de longe. É tudo uma questão de ponto de vista. E Deus sabe o quanto meu ponto de vista mudou nos últimos anos. Mas tanta vista me cansa os olhos e não demoro a pegar no sono. Nuvens enormes preenchem a paisagem do meu sonho. Nuvens vermelhas escarlate, vibrantes, mas que repentinamente adquirem uma cor turva, cor de nada, mas que me lembra todos os cemitérios que já visitei. E essas nuvens se movem, lenta e precisamente, como um animal se preparando para o ataque. Mas antes de dar o bote, rostos se formam dizendo frases que não consigo entender. Como uma língua desconhecida, entendo apenas palavras como "desculpe", "não posso", "fica", "vai", "sempre", "nunca"...
"Senhores passageiros, estaremos servindo refrigerante e barras de cereal."
Acordo numa baque assustada, assustando também meu colega de assento. Tudo isso pela barrinha de cereal. E ainda dizem que deveria agradecer por não pagar a mais por isso.
Abro a janela e me deparo com mais nuvens. Mas essas agora brancas, laranja avermelhadas, se despedindo dos últimos raios de sol. É realmente o fim de um ciclo. Mesmo com todas as tempestades, não posso negar as luzes que Porto Alegre me ofereceu. Sem meus amigos, me trabalho, meus amores, minhas decepções, minhas dores... Não seria metade da mulher de que me orgulho ser. O lanche até que me cai bem.
Perdida em minhas lembranças, me surpreendo quando a comissária anuncia: "senhores passageiros, sejam bem-vindos a São Paulo". Fico boquiaberta. Sou bem-vinda. Estou em casa. Voltei. Não achei que voltaria assim. Não achei que voltaria sozinha. Mas também não imaginei que voltaria tão forte, tão realizada, tão minha.
É inacreditável perceber as dez mil voltas que a vida dá, mas ainda me deixando de pé. Bem, não literalmente de pé, já que nem minhas pernas acreditam que tá na hora de juntar minhas malas e levantar. É surreal pensar em redescobrir velhos caminhos e ao mesmo tempo procurar por novos que também estão ansiosos para me conhecer.
Chegou a hora. Sem atrasos. Sem escalas.
"Boa noite, boa estada".
Obrigada. De coração.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Chacoalhada
O ano chega e vai embora cada vez mais rápido. O tempo se mostra o mesmo a todos, mas ao mesmo tempo se finge
de amigo para entrar na nossa casa e roubar nosso prazer em nos divertirmos. E
assim a vida leva, corre, corre, voa, cai, levanta...e a gente com ela. Parece
não ter fim.
Mas o fim está no início da nossa conciência como verdadeiros protagonistas desse mundo. Não tem tempo? Arranje. Sonha? Realiza. Perdeu? Te mete a procurar. Tá na hora de assumir a nossa culpa, a nossa responsabilidade; antes do “mas”, antes de culpar as circunstâncias. Está tudo certo. Está tudo de acordo com o planejado.
E quem disse que é você quem planeja? Deixemos coma Vida o plano. Nos cabe perceber qual é esse plano e realizá-lo. Larga essas rédeas imaginárias que só o que fazem é restringir a força de transformação do teu coração. Larga do que era supostamente pra ser e te entrega a o quê vier. E isso não é aceitar e se conformar com qualquer coisa que vier. Isso significa ter o poder de transformar tudo que cruzar teu caminho em algo divino, que celebra a vida e faz evoluir.
Mas o fim está no início da nossa conciência como verdadeiros protagonistas desse mundo. Não tem tempo? Arranje. Sonha? Realiza. Perdeu? Te mete a procurar. Tá na hora de assumir a nossa culpa, a nossa responsabilidade; antes do “mas”, antes de culpar as circunstâncias. Está tudo certo. Está tudo de acordo com o planejado.
E quem disse que é você quem planeja? Deixemos coma Vida o plano. Nos cabe perceber qual é esse plano e realizá-lo. Larga essas rédeas imaginárias que só o que fazem é restringir a força de transformação do teu coração. Larga do que era supostamente pra ser e te entrega a o quê vier. E isso não é aceitar e se conformar com qualquer coisa que vier. Isso significa ter o poder de transformar tudo que cruzar teu caminho em algo divino, que celebra a vida e faz evoluir.
Tira a bunda do sofá. Tira a cabeça da miséria. Bota a mão na
vida e acontece junto com ela.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
All Things Bright and Beautiful
Perto do fim, quando você sabe que sentirá falta de cada detalhe, tudo ganha um brilho diferente. A luz ofusca os olhos, mas ainda assim não deixa de ser linda.
Perto de novo começo, e quando você espera por isso a tempos, tudo parece incrível. Tanto deslumbre também cria sonhos infinitos, mas que ainda assim não deixam de ser possíveis.
E agora?
Perto de novo começo, e quando você espera por isso a tempos, tudo parece incrível. Tanto deslumbre também cria sonhos infinitos, mas que ainda assim não deixam de ser possíveis.
E agora?
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Carreira
Sempre acreditei muito no poder das palavras.
Mas isso somente se ambas as partes falarem a mesma língua.
Resolvi ser tradutora.
Daí percebi que a todo momento cada um está no desenvolvimento constante de uma linguagem própria e única, sempre com novas e surpreendentes interpretações.
Logo, hoje sou professora.
Mas isso somente se ambas as partes falarem a mesma língua.
Resolvi ser tradutora.
Daí percebi que a todo momento cada um está no desenvolvimento constante de uma linguagem própria e única, sempre com novas e surpreendentes interpretações.
Logo, hoje sou professora.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Toc Toc Toc
- Vamo ser feliz e pronto...
Alguém bate a porta, como se ecoando às reticências.
- Oi, alguém pediu uma entrega?
O alguém entra, aproveitando a porta entre-aberta.
- AQUI!
Respondeu ela, já sorrindo naturalmente, recebendo o desconhecido de braços abertos.
Alguém bate a porta, como se ecoando às reticências.
- Oi, alguém pediu uma entrega?
O alguém entra, aproveitando a porta entre-aberta.
- AQUI!
Respondeu ela, já sorrindo naturalmente, recebendo o desconhecido de braços abertos.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
É como andar de carro...
É engraçado como parece que as aulas teóricas na auto-escola simplesmente adoram aquele terrorismo psicológico para "conscientizar" futuros motoristas contra acidentes.
Mas foi nessas aulas que percebi o terrorismo que eu muitas vezes aplico a mim mesma.
Diz a regra: ao avistar um obstáculo a frente, foque na rota de fuga, não no obstáculo em si. Dã, óbvio, né.
Será?
Na direção, minha primeira reação ao ver um buraco: "Lá vem o buraco, lá vem o buraco, lá vem o buraco, desvia, lá vem o buraco, lá vem o buraco, lá vem o buraco...". O medo de cair no buraco sem não conseguir ignorar que ele está ali não me deixa pensar claramente na rota de fuga.
Resultado: "Vai acabar com o amortecedor desse jeito, Grazielle!"
E quantos buracos será que o carro ainda aguentaria? Quantas vezes ainda precisaria passar ali até aprender que desviar é preciso?
Sinceramente, não quero saber das respostas. Só quero cuidar bem desse carro. Tem tantos lugares e coisas incríveis pra se ver além do buraco... Pra quê insistir em testar o amortecedor?
Mas foi nessas aulas que percebi o terrorismo que eu muitas vezes aplico a mim mesma.
Diz a regra: ao avistar um obstáculo a frente, foque na rota de fuga, não no obstáculo em si. Dã, óbvio, né.
Será?
Na direção, minha primeira reação ao ver um buraco: "Lá vem o buraco, lá vem o buraco, lá vem o buraco, desvia, lá vem o buraco, lá vem o buraco, lá vem o buraco...". O medo de cair no buraco sem não conseguir ignorar que ele está ali não me deixa pensar claramente na rota de fuga.
Resultado: "Vai acabar com o amortecedor desse jeito, Grazielle!"
E quantos buracos será que o carro ainda aguentaria? Quantas vezes ainda precisaria passar ali até aprender que desviar é preciso?
Sinceramente, não quero saber das respostas. Só quero cuidar bem desse carro. Tem tantos lugares e coisas incríveis pra se ver além do buraco... Pra quê insistir em testar o amortecedor?
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Essa Tal de Carência
Não sei vocês, mas acabei percebendo essa minha necessidade de estar entre pessoas.
Sempre gostei da ideia de ser auto-suficiente, de ter minhas coisas, meu espaço e realmente apreciar a solidão. Gostava tanto, que minha adolescência inteira se resumiu em simplesmente estremecer ao sequer pronunciar a palavra "carência". Até um dia acreditei que eu nunca ia gostar de cafuné.
Hoje percebo essa carência em mim, com alguma surpresa e inicial relutância. Mas não tem jeito. Gosto de ser cuidada sim, gosto de atenção, adoro que me escutem e me permitam compartilhar com amor e interesse todas as minhas ideias loucas. E quem não gosta?
Mas não me sinto uma carente egocêntrica. Prefiro muito mais suprir essa carência cuidando dos outros, ouvindo histórias, pensando em formas para surpreender e alegrar as pessoas.
Cuidar dos outros também é uma forma de cuidar de si mesma. Não existe alimento melhor pra alma do que se sentir útil num sorriso alheio.
Parece que, finalmente, não enxergo minha carência como algo ruim. Faz parte essencial dessa pessoa nova que cada dia descubro mais em mim.
Mas, por outro lado, tenho o desafio de fazer com que o meu próprio colo, minhas próprias palavras e meu próprio silêncio sejam minhas melhores companhias sempre.
Prazer, meu nome é Grazi.
Sempre gostei da ideia de ser auto-suficiente, de ter minhas coisas, meu espaço e realmente apreciar a solidão. Gostava tanto, que minha adolescência inteira se resumiu em simplesmente estremecer ao sequer pronunciar a palavra "carência". Até um dia acreditei que eu nunca ia gostar de cafuné.
Hoje percebo essa carência em mim, com alguma surpresa e inicial relutância. Mas não tem jeito. Gosto de ser cuidada sim, gosto de atenção, adoro que me escutem e me permitam compartilhar com amor e interesse todas as minhas ideias loucas. E quem não gosta?
Mas não me sinto uma carente egocêntrica. Prefiro muito mais suprir essa carência cuidando dos outros, ouvindo histórias, pensando em formas para surpreender e alegrar as pessoas.
Cuidar dos outros também é uma forma de cuidar de si mesma. Não existe alimento melhor pra alma do que se sentir útil num sorriso alheio.
Parece que, finalmente, não enxergo minha carência como algo ruim. Faz parte essencial dessa pessoa nova que cada dia descubro mais em mim.
Mas, por outro lado, tenho o desafio de fazer com que o meu próprio colo, minhas próprias palavras e meu próprio silêncio sejam minhas melhores companhias sempre.
Prazer, meu nome é Grazi.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
O Castelo
Admiro muito o poder do "re". Recomeçar, refazer, regenerar, renovar. Para por um fim é necessário coragem. Não é fácil admitir que todo o esforço, todo cuidado e amor não mantém mais o castelo de areia de pé.
Mas esse fim é incompleto e perde sua função sem um recomeço. E não tentar recomeçar o mesmo castelo que o mar ou você mesmo destruiu. É começar do zero, repensar o que passou, repensar as atitudes. Se reconstruir.
Essa reconstrução pode levar tempo. É dói. Ah, dói. Dói ver que nem querendo o castelo vai voltar a ser o que era. A reavaliação interna é tamanha que os mais diversos questionamentos aparecem. O maior deles, sem dúvida, é se perguntar se realmente havia um castelo ali. Ele era realmente tão grandioso? Esse mesmo que só uma ondinha levou?
As respostas também podem levar tempo a chegar. Mas só o questionamento já traz por si só a maior resposta de todas, que você na verdade nunca sequer perguntou pra saber: o maior castelo, o castelo de verdade, está dentro de você.
E agora, mais do que um castelo, ele é uma fortaleza.
Mas esse fim é incompleto e perde sua função sem um recomeço. E não tentar recomeçar o mesmo castelo que o mar ou você mesmo destruiu. É começar do zero, repensar o que passou, repensar as atitudes. Se reconstruir.
Essa reconstrução pode levar tempo. É dói. Ah, dói. Dói ver que nem querendo o castelo vai voltar a ser o que era. A reavaliação interna é tamanha que os mais diversos questionamentos aparecem. O maior deles, sem dúvida, é se perguntar se realmente havia um castelo ali. Ele era realmente tão grandioso? Esse mesmo que só uma ondinha levou?
As respostas também podem levar tempo a chegar. Mas só o questionamento já traz por si só a maior resposta de todas, que você na verdade nunca sequer perguntou pra saber: o maior castelo, o castelo de verdade, está dentro de você.
E agora, mais do que um castelo, ele é uma fortaleza.
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