Eu sei que já parti algum coração.
Sei que já despedaçaram meu coração.
Sei desse sentimento de não querer amar de novo.
Sei desse sentimento de sequer se achar capaz de amar de novo.
E também sei da minha tendência de voltar pro início do texto e seguir o ciclo de partir-remendar coração.
Mas já faz tempo. Tempo o bastante.
Eu descobri que sou outra pessoa.
Descobri que sou melhor do que o espelho me dizia todo esse tempo.
Descobri que meu valor é inestimável.
Descobri que, mesmo depois de tudo isso, nunca deixei de merecer amor na minha vida.
E também descobri que nunca faltou amor à minha volta.
Mas eu quero mais. Eu posso mais.
Ainda acredito num amor puro.
Ainda acredito no cara que vai estar comigo pra superar tudo que se colocar no nosso caminho.
Ainda acredito no amor que atravessa todas as fases.
Ainda acredito no cara que vai me abraçar como se a vida dele fosse a minha.
E ainda acredito no amor infinito que eu também tenho a oferecer.
Fazer o quê?
Sou romântica. Sou sonhadora.
E nunca vou deixar de acreditar.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Unbroken
Gostaria de deixar um recado pra mim mesma aqui. Se servir pra você aí do outro da tela, melhor ainda. Mas presta bem atenção no que eu quero dizer.
Cedo ou tarde, todos nós vamos ter nossos corações partidos.
Um parente morreu, você deixou de amar o amor da sua vida, você não consegue achar sua cara-metade, ou o seu bem-querer saiu pela porta pra não voltar mais... Não importa. O coração se quebra e não existe fórmula pra juntar ou remendar os pedaços.
De certa forma, todos nós somos ou (sendo mais otimista) estamos quebrados ou remendados. Porque o mundo não é como a gente quer que seja. Porque o coração é algo frágil... demais.
Mas agora eu quero te convidar a olhar do outro lado. Quero que você veja além da sua bolha de auto-piedade. Quero que você olhe em volta e veja toda essa gente determinada caminhando pela rua com rumo definido. Agora observe com mais cuidado. Determinada? Rumo definido? Nem tanto. Algumas pistas, companhias e planos. Só.
Bem no fundo, estão todos despedaçados.
Todos nós nos sentimos sem esperança de vez em quando. Todos nós não suportamos tanta injustiça no mundo. Todos nós uma hora cansamos de ser os mocinhos da história. Mas todos continuamos caminhando, buscando, tentando e tentando de novo até dar certo.
E a decepção dói tanto justamente por esse conflito. Porque tem algo dentro de todos nós que não nos deixa desacreditar na felicidade. Por mais que seja difícil continuar, essa força nos mantém de pé. De pé. Caminhando. Juntos.
Se olhar pro mundo como ele é nos faz perder a esperança, olhemos para as pessoas. Se é nelas que vive essa força que busca a felicidade incessantemente... é por elas que devemos viver.
Você não está sozinho. Nunca.
Cedo ou tarde, todos nós vamos ter nossos corações partidos.
Um parente morreu, você deixou de amar o amor da sua vida, você não consegue achar sua cara-metade, ou o seu bem-querer saiu pela porta pra não voltar mais... Não importa. O coração se quebra e não existe fórmula pra juntar ou remendar os pedaços.
De certa forma, todos nós somos ou (sendo mais otimista) estamos quebrados ou remendados. Porque o mundo não é como a gente quer que seja. Porque o coração é algo frágil... demais.
Mas agora eu quero te convidar a olhar do outro lado. Quero que você veja além da sua bolha de auto-piedade. Quero que você olhe em volta e veja toda essa gente determinada caminhando pela rua com rumo definido. Agora observe com mais cuidado. Determinada? Rumo definido? Nem tanto. Algumas pistas, companhias e planos. Só.
Bem no fundo, estão todos despedaçados.
Todos nós nos sentimos sem esperança de vez em quando. Todos nós não suportamos tanta injustiça no mundo. Todos nós uma hora cansamos de ser os mocinhos da história. Mas todos continuamos caminhando, buscando, tentando e tentando de novo até dar certo.
E a decepção dói tanto justamente por esse conflito. Porque tem algo dentro de todos nós que não nos deixa desacreditar na felicidade. Por mais que seja difícil continuar, essa força nos mantém de pé. De pé. Caminhando. Juntos.
Se olhar pro mundo como ele é nos faz perder a esperança, olhemos para as pessoas. Se é nelas que vive essa força que busca a felicidade incessantemente... é por elas que devemos viver.
Você não está sozinho. Nunca.
sábado, 24 de agosto de 2013
Ali, Logo Ali...
É estranho olhar pra essa linha imaginária que separa o azul do céu do azul do mar. Parece algo tão simples, reto e previsível, mas que de alguma forma fascina os olhos. Mais fascinante ainda se, como eu, pela primeira vez na vida você vê o sol nascer desse mar.
A chegada do novo dia ali, sem nada na frente, confirma de que o horizonte está de fato aberto. Mais aberto impossível, pra ser mais precisa.
Então aproveitei pra subir na prancha de Paddleboarding e remar pra mais pertinho. Subo de pé na prancha, e a linha parece ainda mais perto e mais incrível. Mas... o que meus olhos conseguiriam enxergar se eu avançasse um pouco mais ou se eu tivesse uma super-visão pra ver além desse horizonte? Acho que provavelmente eu daria de cara com algum canto da Europa. Poderia tá dando de cara com algum porto da Itália, vai saber.
Vai saber.
Ainda sem a capacidade para perceber ou enxergar, posso estar olhando pra algo muito maior do que imagino. Ali, na minha cara, logo ali depois da curva, mas além da minha percepção.
E se eu perseguir esse horizonte? Pode levar tempo pra chegar em algum lugar, podem haver algumas várias tempestades no caminho ou a visão pode ficar turva. E, em todos esses momentos, certamente vou questionar aonde esta viagem vai me levar ou se estou no caminho certo.
Mas confio no "além da curva": nas aventuras inesperadas que a vida sempre me proporcionou para estender a minha visão e ir cada vez mais longe.
Além disso, acima de qualquer coisa, confio na força da corrente do meu coração.
Pra onde quer que ela me guiar, sei que estarei no meu destino certo.
A chegada do novo dia ali, sem nada na frente, confirma de que o horizonte está de fato aberto. Mais aberto impossível, pra ser mais precisa.
Então aproveitei pra subir na prancha de Paddleboarding e remar pra mais pertinho. Subo de pé na prancha, e a linha parece ainda mais perto e mais incrível. Mas... o que meus olhos conseguiriam enxergar se eu avançasse um pouco mais ou se eu tivesse uma super-visão pra ver além desse horizonte? Acho que provavelmente eu daria de cara com algum canto da Europa. Poderia tá dando de cara com algum porto da Itália, vai saber.
Vai saber.
Ainda sem a capacidade para perceber ou enxergar, posso estar olhando pra algo muito maior do que imagino. Ali, na minha cara, logo ali depois da curva, mas além da minha percepção.
E se eu perseguir esse horizonte? Pode levar tempo pra chegar em algum lugar, podem haver algumas várias tempestades no caminho ou a visão pode ficar turva. E, em todos esses momentos, certamente vou questionar aonde esta viagem vai me levar ou se estou no caminho certo.
Mas confio no "além da curva": nas aventuras inesperadas que a vida sempre me proporcionou para estender a minha visão e ir cada vez mais longe.
Além disso, acima de qualquer coisa, confio na força da corrente do meu coração.
Pra onde quer que ela me guiar, sei que estarei no meu destino certo.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Warped: Anormal
Na minha crise adolescente de 2004 ou 2005, eu comecei a sentir que eu poderia ser diferente. Não mais especial, não melhor ou superior às outras pessoas; simplesmente querer coisas diferentes do que TV, revista ou várias falsas crenças me diziam. Não era normal.
Sem entender ao certo o que eu estava sentindo ou como lidar com isso, a música me entendeu: Taking Back Sunday, My Chemical Romance, The Used, Yellowcard, Paramore, Underoath e Story of the Year... Poucas pessoas entendiam o que eles cantavam/gritavam ou daonde que eu tirava tanto tempo pra descobrir tantas bandas novas e bem desconhecidas. Mas eu não me importava. Enquanto houvesse eles para cantar e falar por mim e pra mim, eu não estava sozinha.
Daí descobri que praticamente todas essas bandas se encontravam num festival que rodava os Estados Unidos inteiro durante o verão. Pronto. A tal Warped Tour se tornou meu sonho.
Quase 10 anos depois, a música se tornou muito maior na minha vida e me ajudou a entender e acalmar tudo que eu sentia. Mas as raízes ficam pra sempre. Então, no último final de semana fiz questão de botar isso a limpo. Só de pisar numa Warped Tour já foi um sonho realizado, mas o que eu vi lá foi algo além do que eu sonhava.
Vi gente como nem eu, que cresce e mantém a juventude a qualquer custo. Vi adolescentes como eu mesma fui. Vi gente surpreendentemente mais louca do que eu. Mas todos... "outsiders": gente que não se encaixa em nenhum padrão, mas que não está sozinha. E, acima de qualquer rótulo, gente disposta a fazer cada segundo valer a pena.
E nós fizemos.
Cada banda nova ou favorita há tempos que subia no palco carregava a mesma mensagem com a nossa voz sendo cantada. A voz que diz que todos somos especiais, destinados a mudar o mundo de alguma forma que vai muito além do dinheiro ou das aparências. A voz que grita que, sim, o mundo muitas vezes é nojento, revoltante e frustrante. Mas o mesmo mundo dá abrigo a pessoas que nunca deixam a esperança, a gentileza e o amor morrer.
O festival é uma celebração a essa voz, dando acesso a todos que queiram ouvi-la.
No fim das contas, ver e conhecer meus artistas preferidos foi um detalhe em função de uma missão maior que eu mesma desconhecia. Finalmente, não só entendo e acalmo esse meu sentimento "outsider", mas fico em paz com ele. Conquistei e encontrei a minha voz, que não é só minha.
E por mais que tentem, por mais que não nos entendam... não iremos nos calar.
Sem entender ao certo o que eu estava sentindo ou como lidar com isso, a música me entendeu: Taking Back Sunday, My Chemical Romance, The Used, Yellowcard, Paramore, Underoath e Story of the Year... Poucas pessoas entendiam o que eles cantavam/gritavam ou daonde que eu tirava tanto tempo pra descobrir tantas bandas novas e bem desconhecidas. Mas eu não me importava. Enquanto houvesse eles para cantar e falar por mim e pra mim, eu não estava sozinha.
Daí descobri que praticamente todas essas bandas se encontravam num festival que rodava os Estados Unidos inteiro durante o verão. Pronto. A tal Warped Tour se tornou meu sonho.
Quase 10 anos depois, a música se tornou muito maior na minha vida e me ajudou a entender e acalmar tudo que eu sentia. Mas as raízes ficam pra sempre. Então, no último final de semana fiz questão de botar isso a limpo. Só de pisar numa Warped Tour já foi um sonho realizado, mas o que eu vi lá foi algo além do que eu sonhava.
Vi gente como nem eu, que cresce e mantém a juventude a qualquer custo. Vi adolescentes como eu mesma fui. Vi gente surpreendentemente mais louca do que eu. Mas todos... "outsiders": gente que não se encaixa em nenhum padrão, mas que não está sozinha. E, acima de qualquer rótulo, gente disposta a fazer cada segundo valer a pena.
E nós fizemos.
Cada banda nova ou favorita há tempos que subia no palco carregava a mesma mensagem com a nossa voz sendo cantada. A voz que diz que todos somos especiais, destinados a mudar o mundo de alguma forma que vai muito além do dinheiro ou das aparências. A voz que grita que, sim, o mundo muitas vezes é nojento, revoltante e frustrante. Mas o mesmo mundo dá abrigo a pessoas que nunca deixam a esperança, a gentileza e o amor morrer.
O festival é uma celebração a essa voz, dando acesso a todos que queiram ouvi-la.
No fim das contas, ver e conhecer meus artistas preferidos foi um detalhe em função de uma missão maior que eu mesma desconhecia. Finalmente, não só entendo e acalmo esse meu sentimento "outsider", mas fico em paz com ele. Conquistei e encontrei a minha voz, que não é só minha.
E por mais que tentem, por mais que não nos entendam... não iremos nos calar.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Boa Educação
Eu preferi outro caminho.
Quando parecia mais fácil seguir em inércia, me tirei da cama pra ver o sol na janela.
Quando era mais confortante ter os que eu amo por perto, quis conhecer quantas mais pessoas eu poderia vir a amar.
Quando era mais seguro ficar em casa, achei melhor sair da asa da minha mãe.
Quando o mundo pareceu simples demais, preferi complicar.
Ou seria o oposto?
O caminho que eu escolhi foi dos mais difíceis pro meu coração, mas tudo só pra poder finalmente sentir como a vida pode ser bem mais simples.
E não importa o lugar, as pessoas, a circunstância...
Estou no processo constante de educar meus olhos a ver a beleza e a infinitude do universo e de mim mesma.
Quando parecia mais fácil seguir em inércia, me tirei da cama pra ver o sol na janela.
Quando era mais confortante ter os que eu amo por perto, quis conhecer quantas mais pessoas eu poderia vir a amar.
Quando era mais seguro ficar em casa, achei melhor sair da asa da minha mãe.
Quando o mundo pareceu simples demais, preferi complicar.
Ou seria o oposto?
O caminho que eu escolhi foi dos mais difíceis pro meu coração, mas tudo só pra poder finalmente sentir como a vida pode ser bem mais simples.
E não importa o lugar, as pessoas, a circunstância...
Estou no processo constante de educar meus olhos a ver a beleza e a infinitude do universo e de mim mesma.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Vim do Brasil
Qual a proporção dos nossos pensamentos? Qual a nossa relevância às pessoas que nos cercam? O que você, eu, o sem-vergonha ali da esquina fazemos faz alguma diferença?
Hoje visitei a exposição "Activist New York", no Museum of the City of New York. E via história de pessoas que poderiam ser só mais um vizinho, colega ou desconhecido, mas que preferiram não passar em branco. Elas preferiram lutar pelo direito de imigrar e integrar, de ser mulher e votar, de trabalhar e ter qualidade de vida, de ter sua orientação sexual e ser livre, de ter direitos sem importar a cor... enfim, de TER DIREITOS IGUAIS acima de qualquer raça, classe ou origem. O interesse dessas pessoas poderia nem ser direto, mas era pelo DIREITO, não pelo interesse em si.
Nem sei se sequer tinham consciência do quanto, mas a iniciativa daquelas pessoas ecoam diretamente no corre-corre da vida de todo nova-iorquino, consciente disso ou não.
Ou agora alguém vai ter a cara-de-pau de chamar a líder do movimento feminista de "vândala" ou "baderneira"? Vão falar que o Lincoln tava mais é querendo ver o circo pegar fogo no congresso, né?
O MÍNIMO que eu, você e todo mundo pode fazer é AGRADECER por todas as pessoas que estavam ou estão na rua, PACIFICAMENTE, defendendo os nossos interesses a todo custo.
Então vamo parar de olhar pro próprio umbigo, vamo sair da bolha e perceber que as nossas ações ecoam pra sempre na história da nossa cidade, país e humanidade. Somos maiores do que pensamos, principalmente quando agimos e agimos JUNTOS.
Vale tudo: arte, educação, protesto, proposta política, ação voluntária...
Mas VAMO AGIR E MUDAR! E QUE SEJA ASSIM SEMPRE! Quero continuar batendo no peito de orgulho quando me perguntam daonde eu vim.
"Vim do Brasil e meu país tá trabalhando pra mudar pra melhor!"
Hoje visitei a exposição "Activist New York", no Museum of the City of New York. E via história de pessoas que poderiam ser só mais um vizinho, colega ou desconhecido, mas que preferiram não passar em branco. Elas preferiram lutar pelo direito de imigrar e integrar, de ser mulher e votar, de trabalhar e ter qualidade de vida, de ter sua orientação sexual e ser livre, de ter direitos sem importar a cor... enfim, de TER DIREITOS IGUAIS acima de qualquer raça, classe ou origem. O interesse dessas pessoas poderia nem ser direto, mas era pelo DIREITO, não pelo interesse em si.
Nem sei se sequer tinham consciência do quanto, mas a iniciativa daquelas pessoas ecoam diretamente no corre-corre da vida de todo nova-iorquino, consciente disso ou não.
Ou agora alguém vai ter a cara-de-pau de chamar a líder do movimento feminista de "vândala" ou "baderneira"? Vão falar que o Lincoln tava mais é querendo ver o circo pegar fogo no congresso, né?
O MÍNIMO que eu, você e todo mundo pode fazer é AGRADECER por todas as pessoas que estavam ou estão na rua, PACIFICAMENTE, defendendo os nossos interesses a todo custo.
Então vamo parar de olhar pro próprio umbigo, vamo sair da bolha e perceber que as nossas ações ecoam pra sempre na história da nossa cidade, país e humanidade. Somos maiores do que pensamos, principalmente quando agimos e agimos JUNTOS.
Vale tudo: arte, educação, protesto, proposta política, ação voluntária...
Mas VAMO AGIR E MUDAR! E QUE SEJA ASSIM SEMPRE! Quero continuar batendo no peito de orgulho quando me perguntam daonde eu vim.
"Vim do Brasil e meu país tá trabalhando pra mudar pra melhor!"
sábado, 15 de junho de 2013
Questionário
Olá, Grazielle. Bem-vinda ao nosso site. Você sabia que solteiros tem 3 vezes mais chances de achar um parceiro conosco do que sozinhos?
Ah, não, mas... ok.
Então vamos começar. Qual sua idade?
24.
Onde você mora?
Port Chester, mas isso até novembro... talvez fique em Sorocaba depois, ou Santos ou depende do meu trabalho e... bem, deixa Port Chester mesmo.
Cite algo que você gosta de fazer!
Passear pela cidade e almoçar sozinha, lendo jornal e sem pressa.
Quais características físicas lhe agradam no sexo oposto?
Gosto de bíceps, mas costas também são legais. Estatura também pode variar, mas se for alto, melhor. Mas os baixinhos geralmente tem umas pernas legais. Cabelo vale tudo, menos careca, acho. Mas coitados dos carecas... Bota aí "sorriso legal" e não se fala mais disso, vai.
E quanto à personalidade?
Bom humor sempre cai bem, mas se for ciumento pode esquecer. Mas também não aguento aqueles desapegados. Grudentos também são terríveis, mas gosto de carinhosos. Inteligente, é bom alguém que gosta de livro. Ou música. Ou de se exercitar. E... quantas palavras cabem aí mesmo?
Como você se descreveria aos nossos pretendentes?
Hm... simpática?
E quanto ao físico?
Regular. Na média, acho.
O que você aprendeu dos seus últimos relacionamentos?
Não o suficiente, aparentemente.
E o que você espera de um futuro relacionamento?
Pessoas se... relacionando?
E como seria pra você um primeiro encontro perfeito?
As pessoas por aí ainda marcam ou se convidam pra um "primeiro encontro" assim?
Deixe um recado para seus futuros enamorados.
Que final de temporada louco esse de Game of Thrones, hein.
Obrigado, Grazielle! Aguarde alguns instantes enquanto procuramos a sua próxima paixão.
Dá tempo de morar no exterior, publicar um livro, firmar uma carreira e fazer um milk-shake nesse meio tempo, né?
Ah, não, mas... ok.
Então vamos começar. Qual sua idade?
24.
Onde você mora?
Port Chester, mas isso até novembro... talvez fique em Sorocaba depois, ou Santos ou depende do meu trabalho e... bem, deixa Port Chester mesmo.
Cite algo que você gosta de fazer!
Passear pela cidade e almoçar sozinha, lendo jornal e sem pressa.
Quais características físicas lhe agradam no sexo oposto?
Gosto de bíceps, mas costas também são legais. Estatura também pode variar, mas se for alto, melhor. Mas os baixinhos geralmente tem umas pernas legais. Cabelo vale tudo, menos careca, acho. Mas coitados dos carecas... Bota aí "sorriso legal" e não se fala mais disso, vai.
E quanto à personalidade?
Bom humor sempre cai bem, mas se for ciumento pode esquecer. Mas também não aguento aqueles desapegados. Grudentos também são terríveis, mas gosto de carinhosos. Inteligente, é bom alguém que gosta de livro. Ou música. Ou de se exercitar. E... quantas palavras cabem aí mesmo?
Como você se descreveria aos nossos pretendentes?
Hm... simpática?
E quanto ao físico?
Regular. Na média, acho.
O que você aprendeu dos seus últimos relacionamentos?
Não o suficiente, aparentemente.
E o que você espera de um futuro relacionamento?
Pessoas se... relacionando?
E como seria pra você um primeiro encontro perfeito?
As pessoas por aí ainda marcam ou se convidam pra um "primeiro encontro" assim?
Deixe um recado para seus futuros enamorados.
Que final de temporada louco esse de Game of Thrones, hein.
Obrigado, Grazielle! Aguarde alguns instantes enquanto procuramos a sua próxima paixão.
Dá tempo de morar no exterior, publicar um livro, firmar uma carreira e fazer um milk-shake nesse meio tempo, né?
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O Quinto Tom de Liberdade
A liberdade muitas vezes é associada a se sentir independente, dono de si, inteiro próprio, até como eu mesma já defini aqui. Mas isso é só o nosso ego gritando e agradecendo pelo carinho e atenção exclusiva.
A verdadeira liberdade é o exato oposto. Se sentir livre de verdade é saber que tudo que te cerca não é seu. Sim, é lindo, incrível e infinito. E não é de ninguém. Você não é dono do que você vê, do que você teve e nem sequer do que você é.
O que é do mundo é mundano, e o que é da essência é divino. Você está no meio dos dois, como a parte única e insubstituível que todos são. Fazendo a sua parte, a sua contribuição, de modo que sua única responsabilidade ser grato e cuidar de tudo isso. Seja a partícula mais feliz do universo, que só pode ser feliz agradecendo por isso ao compartilhar a felicidade com outras. Resumindo: sua responsabilidade é ser feliz.
Tem responsabilidade mais libertadora que essa?
(**Definir o sentimento de liberdade é um desafio pra qualquer um que, como eu, sente a necessidade das palavras.
Mas essa definição fica tão clara e tão simples só quando a liberdade é sentida em cada partícula do nosso ser.
Essa sou eu, numa manhã chuvosa na Quinta Avenida em NYC, procurando meu caminho ao Museu de História Natural e tentando equilibrar café, guarda-chuva e pensamento só em duas mãos.)
A verdadeira liberdade é o exato oposto. Se sentir livre de verdade é saber que tudo que te cerca não é seu. Sim, é lindo, incrível e infinito. E não é de ninguém. Você não é dono do que você vê, do que você teve e nem sequer do que você é.
O que é do mundo é mundano, e o que é da essência é divino. Você está no meio dos dois, como a parte única e insubstituível que todos são. Fazendo a sua parte, a sua contribuição, de modo que sua única responsabilidade ser grato e cuidar de tudo isso. Seja a partícula mais feliz do universo, que só pode ser feliz agradecendo por isso ao compartilhar a felicidade com outras. Resumindo: sua responsabilidade é ser feliz.
Tem responsabilidade mais libertadora que essa?
(**Definir o sentimento de liberdade é um desafio pra qualquer um que, como eu, sente a necessidade das palavras.
Mas essa definição fica tão clara e tão simples só quando a liberdade é sentida em cada partícula do nosso ser.
Essa sou eu, numa manhã chuvosa na Quinta Avenida em NYC, procurando meu caminho ao Museu de História Natural e tentando equilibrar café, guarda-chuva e pensamento só em duas mãos.)
segunda-feira, 10 de junho de 2013
A Droga
Naqueles tempos em que a escola tentava despertar (ou, na verdade, acentuar) minha paixão pelos livros, a professora se dizia boazinha e nos dava opções de leitura. Uma delas foi o clássico da literatura adolescente "A Droga do Amor". Não li, prontofalei. Mas o título ficou marcado na minha memória muito mais do que o livro que eu de fato li.
Na época, acho que fiquei até assustada em pensar no amor como algo viciante, que as pessoas fazem de tudo pra ter e acima de qualquer consequência. "Que exagero, o amor não faria isso", pensava.
Acho que hoje entendo melhor esse conceito, principalmente quando percebo o tanto que colocamos em risco em nome desse tal de amor, até a nossa própria essência. A tal droga é a toxina que se infiltra e compromete qualquer estrutura que se coloca em seu caminho.
Mas por que ainda desejamos e buscamos pelo amor, mesmo grandinhos sem a ingênua leitura adolescente?
A gente vê por aí do que o amor é capaz. EU vejo o quanto o amor me fez passar, pra mal e pra bem.
Mesmo consciente disso, será que é só o vício que sustenta minha procura pela droga?
Ou seria uma fé cega em um amor que não seja droga, mas que realmente ninguém conhece de verdade?
Seja qual for o motivo, essa busca às vezes me desnorteia, como uma personagem de conto de fadas perdida no mundo real.
Mas, quem sabe, me perdendo por aí eu consiga chegar um pouco mais perto de mim e do meu próprio mundo. E um amor de verdade, nem real nem de conto de fadas, também possa me encontrar.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Em Casa
Algo me força a voltar pro Brasil. Só pode ser alguma confusão, moço, meu visto tá todo certinho. E eu nem vi o voo passar, como isso é possível?
Eu poderia pelo menos ter aproveitado o voo, mas nem isso. Simplesmente me jogaram nesse corredor interminável, enquanto eu tento apenas dar meia volta, pegar minhas malas e voltar pra Port Chester.
Eu nem vi a Estátua da Liberdade ainda! O Central Park, a Broadway, meu livro... Me dá uma chance, Deus!
Me deixa voltar, eu mereço isso. Eu preciso completar minha missão.
Me deixa, me deixa.
Please.
Acordo assustada do sonho que já é recorrente nessas duas semanas longe. Vejo as meninas dormindo, a tranquilidade do quarto e minha cama desarrumada. Beijo o travesseiro, abro uma frestinha da cortina de bolinhas, e assisto a luz da manhã entre as árvores da rua balançando no ritmo da brisa que anuncia o verão chegando.
Estou em casa. Obrigada, meu Deus.
Eu poderia pelo menos ter aproveitado o voo, mas nem isso. Simplesmente me jogaram nesse corredor interminável, enquanto eu tento apenas dar meia volta, pegar minhas malas e voltar pra Port Chester.
Eu nem vi a Estátua da Liberdade ainda! O Central Park, a Broadway, meu livro... Me dá uma chance, Deus!
Me deixa voltar, eu mereço isso. Eu preciso completar minha missão.
Me deixa, me deixa.
Please.
Acordo assustada do sonho que já é recorrente nessas duas semanas longe. Vejo as meninas dormindo, a tranquilidade do quarto e minha cama desarrumada. Beijo o travesseiro, abro uma frestinha da cortina de bolinhas, e assisto a luz da manhã entre as árvores da rua balançando no ritmo da brisa que anuncia o verão chegando.
Estou em casa. Obrigada, meu Deus.
domingo, 5 de maio de 2013
Broken Toy
Esses dias alguém pegou na minha mão. Procurou minha mão, pra segurar, entrelaçar os dedos e não largar até o fim da noite.
Mal tô acostumada a alguém me querer até o fim da noite, quem dirá de mãos dadas. Até porque não deixo minha mão aí pra quem quiser pegar. Depois de um tempo, cada vez menos minhas mãos ficam à disposição de qualquer um que se aproxima. O beijo acontece, segue instintos e se sacia. Mas as mãos... elas dizem mais do que parecem. Elas dão o apoio, não deixam o outro partir, mostram que tem alguém do lado que não vai sair dali também.
Isso deveria ser reconfortante, certo?
Me assustei.
Chego a pensar que sou quase como um brinquedo quebrado; não sei mais dar mão, não sei mais como me entregar ou como acreditar da mesma maneira que muita gente faz. É como se tivesse algo funcionando errado em mim, respondendo errado a um estímulo externo.
Finalmente, hoje estou aprendendo a lidar com meus próprios estímulos. E colocar todo esse entendimento interno em zona de risco por conta de outra pessoa simplesmente me faz correr para outro lado do mundo.
Tudo tem seu tempo, lugar e pessoa. E só Deus sabe como é triste pra mim, a eterna romântica, dar as costas. Mas este não é esse momento.
Quem sabe em outro tempo, lugar, pessoa. Quem sabe quando eu me sentir outra pessoa.
Mas agora... sinto muito. Mesmo.
Preciso de mim mesma inteira. Preciso ir a procura das peças que podem estar faltando em mim. E quem sabe renovar outras antigas.
Mal tô acostumada a alguém me querer até o fim da noite, quem dirá de mãos dadas. Até porque não deixo minha mão aí pra quem quiser pegar. Depois de um tempo, cada vez menos minhas mãos ficam à disposição de qualquer um que se aproxima. O beijo acontece, segue instintos e se sacia. Mas as mãos... elas dizem mais do que parecem. Elas dão o apoio, não deixam o outro partir, mostram que tem alguém do lado que não vai sair dali também.
Isso deveria ser reconfortante, certo?
Me assustei.
Chego a pensar que sou quase como um brinquedo quebrado; não sei mais dar mão, não sei mais como me entregar ou como acreditar da mesma maneira que muita gente faz. É como se tivesse algo funcionando errado em mim, respondendo errado a um estímulo externo.
Finalmente, hoje estou aprendendo a lidar com meus próprios estímulos. E colocar todo esse entendimento interno em zona de risco por conta de outra pessoa simplesmente me faz correr para outro lado do mundo.
Tudo tem seu tempo, lugar e pessoa. E só Deus sabe como é triste pra mim, a eterna romântica, dar as costas. Mas este não é esse momento.
Quem sabe em outro tempo, lugar, pessoa. Quem sabe quando eu me sentir outra pessoa.
Mas agora... sinto muito. Mesmo.
Preciso de mim mesma inteira. Preciso ir a procura das peças que podem estar faltando em mim. E quem sabe renovar outras antigas.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Carta ao Ex
O céu azul mais brilhante do mundo, cercado por um horizonte do mar que eu mais conheço na vida, com meus pés leves na areia da praia. Minha música favorita toca, e não consigo segurar o sorriso. Que vira riso. Que vira lágrimas e me transborda de felicidade.
Não trocaria esse momento, esse lugar, essa minha pessoa por nenhuma outra. Estou exatamente onde eu gostaria e deveria estar.
E essa felicidade toma proporções ainda maiores justamente por eu saber que o caminho até aqui não foi fácil. E eu sei que você faz parte desse caminho, Luis.
Com você do meu lado, nunca vi ninguém mais apaixonado por mim. Eu achava que uma das Top3 certezas do mundo era que você estaria sempre ao meu lado, com o nosso futuro traçado e acertado. Daí você tirou de mim supostamente tudo que eu tomava como certo e meu. E vi minha base tremer, juro. Não tinha mais planos, não tinha mais visão, não sabia do que ia me acontecer. Tudo que havia sido construído não fazia mais sentido.
Mas daí, depois de chorar entre as rachaduras do chão em que eu me deitei, tirei os olhos do meu quadrado e olhei a construção à minha volta. Não era bem aquilo que eu queria pra mim. Minha estrutura estava comprometida, não tinha como suportar tudo que eu sonhei construir, nem com você nem com ninguém. A edificação estava fadada a ruir, de um jeito ou de outro. Eu iria ruir.
E tudo por causa de uma ilusão minha em achar que é possível construir qualquer coisa com base em supostas certezas, como se elas realmente existissem.
Então, na verdade, você fez exatamente o contrário: você abriu meus olhos. Se você não tivesse abalado minha estrutura, eu ainda acharia que eu estava super bem e feliz e no caminho certo. Não estava. Me enganei achando que você tirou algo que me pertencia. Mas você só me deu algo que eu precisava desesperadamente e não sabia: a incerteza.
Só com as minhas certezas vindo abaixo que pude ver que a felicidade não está no que eu sei. A felicidade está em tudo que eu ainda não sei e tudo que eu ainda quero aprender. As possibilidades são infinitas.
Sim, ainda não tenho tudo acertado na minha vida e nem sempre essas possibilidades vão ser maravilhosas.
Mas hoje, mais do que nunca, confio na minha capacidade de que, de um jeito ou de outro, vou saber superar todas as dificuldades. E se não der... Bem, vou sorrir, sem certezas, sem reservas, sem querer querendo.
Por isso, de verdade, de coração...obrigada, Luis.
Não trocaria esse momento, esse lugar, essa minha pessoa por nenhuma outra. Estou exatamente onde eu gostaria e deveria estar.
E essa felicidade toma proporções ainda maiores justamente por eu saber que o caminho até aqui não foi fácil. E eu sei que você faz parte desse caminho, Luis.
Com você do meu lado, nunca vi ninguém mais apaixonado por mim. Eu achava que uma das Top3 certezas do mundo era que você estaria sempre ao meu lado, com o nosso futuro traçado e acertado. Daí você tirou de mim supostamente tudo que eu tomava como certo e meu. E vi minha base tremer, juro. Não tinha mais planos, não tinha mais visão, não sabia do que ia me acontecer. Tudo que havia sido construído não fazia mais sentido.
Mas daí, depois de chorar entre as rachaduras do chão em que eu me deitei, tirei os olhos do meu quadrado e olhei a construção à minha volta. Não era bem aquilo que eu queria pra mim. Minha estrutura estava comprometida, não tinha como suportar tudo que eu sonhei construir, nem com você nem com ninguém. A edificação estava fadada a ruir, de um jeito ou de outro. Eu iria ruir.
E tudo por causa de uma ilusão minha em achar que é possível construir qualquer coisa com base em supostas certezas, como se elas realmente existissem.
Então, na verdade, você fez exatamente o contrário: você abriu meus olhos. Se você não tivesse abalado minha estrutura, eu ainda acharia que eu estava super bem e feliz e no caminho certo. Não estava. Me enganei achando que você tirou algo que me pertencia. Mas você só me deu algo que eu precisava desesperadamente e não sabia: a incerteza.
Só com as minhas certezas vindo abaixo que pude ver que a felicidade não está no que eu sei. A felicidade está em tudo que eu ainda não sei e tudo que eu ainda quero aprender. As possibilidades são infinitas.
Sim, ainda não tenho tudo acertado na minha vida e nem sempre essas possibilidades vão ser maravilhosas.
Mas hoje, mais do que nunca, confio na minha capacidade de que, de um jeito ou de outro, vou saber superar todas as dificuldades. E se não der... Bem, vou sorrir, sem certezas, sem reservas, sem querer querendo.
Por isso, de verdade, de coração...obrigada, Luis.
domingo, 21 de abril de 2013
Se enxerga, garota!
Tua amiga é o máximo. Baita profissional, bem sucedida, gente fina, educada, linda e bem arrumada.
Daí numa das noites das meninas, ela apresenta o novo namorado. Um merda. Trata ela como qualquer outra, não ajuda em nada na rotina dela, briga por qualquer coisa, ciumento, acomodado e ainda não aprendeu o que banho significa.
Daí quando os dois vão embora mais cedo, a primeira pergunta que brota na mesa é: POR QUE ELA AGUENTA UM CARA DESSES?
Acho que essa pergunta que tem várias respostas possíveis. Mas uma resposta recorrente com certeza é: porque ela aceita isso pra ela. Porque se ilude achando que merece um cara assim. Porque acha que não consegue algo muito melhor.
Mas ela é tão "tudo-de-bom"... pra quê, né?
Bem, é que, como a maioria das mulheres (ou seres humanos?), ela não se enxerga.
E é verdade. Somos sempre mais gordos, mais desajeitados, mais bobos, mais feios... Menos do que todo mundo tem de bom.
Sem ver a nossa própria e única beleza, estamos mais preocupados com a comparação. Temos que ser melhor do que o outro, não o nosso melhor. Temos que ser mais, não simplesmente ser.
Não tenho nada contra se cuidar, querer ser melhor e ir atrás disso.
Mas tá faltando amor. Antes de aceitar qualquer coisa, se aceitar inteiro. Antes de se criticar, se abraçar de verdade.
Vamo se olhar no espelho e sorrir pra si mesmo; querer a própria companhia, com todos os defeitos e qualidades.
Vamo se enxergar de verdade, com os olhos de amor e transformação que vão não só atrair coisas e pessoas melhores na nossa vida, mas fazer melhor a vida de todos a nossa volta também.
Daí numa das noites das meninas, ela apresenta o novo namorado. Um merda. Trata ela como qualquer outra, não ajuda em nada na rotina dela, briga por qualquer coisa, ciumento, acomodado e ainda não aprendeu o que banho significa.
Daí quando os dois vão embora mais cedo, a primeira pergunta que brota na mesa é: POR QUE ELA AGUENTA UM CARA DESSES?
Acho que essa pergunta que tem várias respostas possíveis. Mas uma resposta recorrente com certeza é: porque ela aceita isso pra ela. Porque se ilude achando que merece um cara assim. Porque acha que não consegue algo muito melhor.
Mas ela é tão "tudo-de-bom"... pra quê, né?
Bem, é que, como a maioria das mulheres (ou seres humanos?), ela não se enxerga.
E é verdade. Somos sempre mais gordos, mais desajeitados, mais bobos, mais feios... Menos do que todo mundo tem de bom.
Sem ver a nossa própria e única beleza, estamos mais preocupados com a comparação. Temos que ser melhor do que o outro, não o nosso melhor. Temos que ser mais, não simplesmente ser.
Não tenho nada contra se cuidar, querer ser melhor e ir atrás disso.
Mas tá faltando amor. Antes de aceitar qualquer coisa, se aceitar inteiro. Antes de se criticar, se abraçar de verdade.
Vamo se olhar no espelho e sorrir pra si mesmo; querer a própria companhia, com todos os defeitos e qualidades.
Vamo se enxergar de verdade, com os olhos de amor e transformação que vão não só atrair coisas e pessoas melhores na nossa vida, mas fazer melhor a vida de todos a nossa volta também.
domingo, 14 de abril de 2013
Novas Vidas
Fazia um bom tempo que eu não tinha muito tempo ou espaço conversar com a minha prima.
Ela acaba de virar mãe e eu acabo de voltar pra casa. Duas viradas.
Ontem tivemos uma chance de botar o papo em dia. O momento e o sentimento de cada uma certamente foi compartilhado, mas o papo foi diferente. Me senti pequena. Ela ali pra descobrir porquê o menino chorar, trocar a fralda, dar de mamar toda hora e eu aqui querendo falar da minha jornada de auto-conhecimento.
Que drama, que falta de rumo, que..ego.
Mais tarde, vimos as fotos do parto dela: um parto domiciliar abençoado que me trouxe lágrimas aos olhos.
Me fez pensar que daqui uns 24 anos é ele que vai estar aqui, na minha idade, assistindo essas imagens lindas de uma vida começando.
Senti novamente a pequenez, mas com uma grandeza temporal.
Nunca havia me visualizado 24 anos daqui; eu mesma, com uns 48 anos na cara. Mas agora com aquela criança por perto, pronta pra crescer e envelhecer... eu vi. Vi ele, vi meu rosto, vi minha família, vi a felicidade. Vi como a vida toma rumos que nem a gente espera ou planeja. Pode mudar em 1 ano ou 1 minuto.
E se em 9 meses a vida da minha prima já mudou totalmente, o que 3, 4 ou 5 anos não poderiam trazer de novo pra mim?
Todos meus problemas são grandes aos meus aprendizados no momento, mas muito pequenos em relação a tudo que eu vou conquistar e construir na minha vida. Tudo vai passar. Tudo vai transformar. Crescer, formar, repassar.
E eu ainda vou estar aqui.
Viva. Sorrindo.
Muito grata.
Ela acaba de virar mãe e eu acabo de voltar pra casa. Duas viradas.
Ontem tivemos uma chance de botar o papo em dia. O momento e o sentimento de cada uma certamente foi compartilhado, mas o papo foi diferente. Me senti pequena. Ela ali pra descobrir porquê o menino chorar, trocar a fralda, dar de mamar toda hora e eu aqui querendo falar da minha jornada de auto-conhecimento.
Que drama, que falta de rumo, que..ego.
Mais tarde, vimos as fotos do parto dela: um parto domiciliar abençoado que me trouxe lágrimas aos olhos.
Me fez pensar que daqui uns 24 anos é ele que vai estar aqui, na minha idade, assistindo essas imagens lindas de uma vida começando.
Senti novamente a pequenez, mas com uma grandeza temporal.
Nunca havia me visualizado 24 anos daqui; eu mesma, com uns 48 anos na cara. Mas agora com aquela criança por perto, pronta pra crescer e envelhecer... eu vi. Vi ele, vi meu rosto, vi minha família, vi a felicidade. Vi como a vida toma rumos que nem a gente espera ou planeja. Pode mudar em 1 ano ou 1 minuto.
E se em 9 meses a vida da minha prima já mudou totalmente, o que 3, 4 ou 5 anos não poderiam trazer de novo pra mim?
Todos meus problemas são grandes aos meus aprendizados no momento, mas muito pequenos em relação a tudo que eu vou conquistar e construir na minha vida. Tudo vai passar. Tudo vai transformar. Crescer, formar, repassar.
E eu ainda vou estar aqui.
Viva. Sorrindo.
Muito grata.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Musicando
Tem uma música que toca em mim.
Não sei o nome, não sei daonde
Mas tem o ritmo dos meus sonhos.
Não sei qual é o tom
Mas tem energia da minha alma
E o refrão do meu coração.
Não sei decifrar seus acordes
Mas suas notas ecoam em mim
pedindo para serem ouvidas.
Vou deixar transparecer.
Vou soltar.
Entregar pro mundo.
E deixar a melodia me levar.
Não sei o nome, não sei daonde
Mas tem o ritmo dos meus sonhos.
Não sei qual é o tom
Mas tem energia da minha alma
E o refrão do meu coração.
Não sei decifrar seus acordes
Mas suas notas ecoam em mim
pedindo para serem ouvidas.
Vou deixar transparecer.
Vou soltar.
Entregar pro mundo.
E deixar a melodia me levar.
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